Visita de estudo ao CAM (Centro de Arte Moderna), da Fundação Calouste Gulbenkian, e ao MUDE (Museu do Design)
No dia 13 de março, os alunos das turmas 10.º C, 11.º C e 12.º C, visitaram o CAM e o MUDE, em Lisboa.
Durante a manhã, inicialmente soalheira, as turmas tiveram visitas guiadas ao Centro de Arte Moderna, da Fundação Calouste Gulbenkian, agora profundamente remodelado, na sua estrutura interior e exterior. No exterior, destacam-se os renovados jardins, ampliando a área preexistente, depois da aquisição de terrenos contíguos, que pertenciam à Fundação Eugénio de Almeida.
No entanto, é a fabulosa pala, que permitiu uma nova frente, ou fachada para o CAM, da autoria do premiado arquiteto japonês Kengo Kuma, que sobressai. Fabulosa pela envergadura e ligação cenográfica ao jardim, pelas soluções técnicas aplicadas e dimensão estética e plástica, sem dúvida, mas, também, pelo simbolismo associado à interculturalidade. De facto, a notável estrutura, tem raízes na arquitetura e cultura nipónicas. Aqui, importa lembrar que os portugueses foram os primeiros europeus a chegar ao sul do arquipélago japonês, mais exatamente a Tanegaxima, no ano de 1543.
O CAM foi criado em 1956, como espaço para acolher uma coleção de arte moderna e contemporânea. A sua coleção tem a maior representação de artistas portugueses do século XX e XXI.
Guiados por arquitetos que fizeram parte da grande equipa de especialistas que levou a cabo a remodelação do CAM, os alunos fruíram de novos conhecimentos e dos belíssimos espaços interiores e exteriores da sempre notável instituição que é a Fundação Calouste Gulbenkian.
No período da tarde, as turmas visitaram o Museu do Design (MUDE), na rua Augusta, principal artéria da Baixa Pombalina, obra emblemática de renovação urbanística, moderna e racional, na segunda metade do século XVIII, após a tragédia de 1755.
O MUDE funciona na antiga sede do BNU (Banco Nacional Ultramarino) e, nos seus vários andares, está exposta uma das mais importantes coleções de design e de moda, a nível internacional. Conta com 1200 peças de alta-costura, que representam algumas das vanguardas mais marcantes do século XX. Tem, também, cerca de 1000 objetos de mobiliário e utilitários de design.
Os alunos puderam ver e apreciar a exposição de longa duração do MUDE, de 1900 até ao presente, na contemplação e reflexão sobre o valor dos objetos (peças de produto, moda, gráfico e joalharia contemporânea) no nosso quotidiano, bem como na importância e no papel que o design tem em Portugal e no mundo, dando respostas às necessidades que a evolução das sociedades impõe.
Foi uma belíssima viagem por um espaço que é memória e preservação de património e onde nos interrogamos “Para que servem as coisas?”, o título da exposição.