sexta-feira, 20 de março de 2026

Dia Internacional da Matemática - MILAGE

Dia do  e Dia Internacional da Matemática - 14 de março 2026


A turma H do 9.º ano da Escola Secundária Santa Maria do Olival, do Agrupamento de Escolas Nuno Santa Maria, em Tomar, participou no desafio lançado pelo projeto MILAGE Aprender+, no dia 13 de março de 2026, em antecipação ao Dia de Pi, celebrado habitualmente a 14 de março, data que este ano coincidiu com um sábado.


O desafio tinha um objetivo ambicioso, de contribuir para um novo recorde mundial no número de problemas matemáticos resolvidos num só dia, através da plataforma Milage. 


Com muito entusiasmo, os alunos estiveram a resolver fichas de matemática na sala de aula, somando o seu esforço ao de outros estudantes do país nesta aventura coletiva.



quarta-feira, 18 de março de 2026

Concurso Concelhio de Leitura

Fase Concelhia


Realiza-se, em final de abril, a Fase Concelhia do Concurso Concelhio de Leitura, uma iniciativa que reúne alunos de várias escolas do concelho para celebrar o prazer de ler e partilhar livros.



Depois das provas realizadas nas escolas, os alunos apurados terão agora a oportunidade de representar o seu agrupamento nesta etapa, demonstrando competências de leitura, interpretação e conhecimento das obras selecionadas.

Mais do que uma competição, este concurso é um momento de valorização da leitura, do pensamento crítico e do contacto com a literatura.

Boa sorte a todos os participantes!

terça-feira, 17 de março de 2026

Poesia com Raízes

“Poesia com Raízes” dá voz à natureza através da poesia

No âmbito das comemorações do Dia Mundial da Poesia e do Dia Mundial da Árvore, a Biblioteca Escolar promove o concurso “Poesia com Raízes”, convidando os alunos a expressar, através da escrita poética, a relação entre as árvores, a natureza e a vida.



A iniciativa pretende incentivar a criatividade, promover o gosto pela leitura e pela escrita de poesia e sensibilizar para a importância das árvores no equilíbrio do planeta.

Todos os alunos são convidados a participar, deixando crescer as palavras como quem planta sementes: com imaginação, sensibilidade e respeito pela natureza.

Participa e deixa a tua poesia criar raízes!

segunda-feira, 16 de março de 2026

Dia do PI - 03.14 (14/03)

No dia 14 de março comemora-se o Dia Internacional da Matemática, data que coincide também com o Dia do Pi


No âmbito destas comemorações, foram organizadas exposições de trabalhos elaborados pelos alunos, patentes no átrio da biblioteca da EDNAP e na sala polivalente da ESSMO. Nestes dois espaços realizou-se igualmente a projeção de um vídeo alusivo à data.


No dia 11 março, durante o período da manhã, na EDNAP e na ESSMO, dinamizou-se a Atividade de Cálculo Mental no âmbito do concurso SuperTmatik, na fase de Interturmas, para o 7º, 8º e 9º anos de escolaridade.


Estiveram envolvidos 53 alunos que demonstraram entusiasmo, atitude positiva e resiliência. Destes foram apurados seis alunos, dois por cada ano de escolaridade, que vão agora representar a escola na final online desta competição.


Destacamos ainda a possibilidade de assistirem ao vídeo do Professor Rogério Martins sobre o Pi, através do seguinte link https://www.facebook.com/watch/?v=1407808569341174  

e uma conferência proferida no dia 13 de março, “O papel da Matemática no desenvolvimento da sociedade contemporânea” que pode ser vista no seguinte link https://dim314.apm.pt/?doing_wp_cron=1773267762.3519639968872070312500

Pela Área Disciplinar de Matemática


quinta-feira, 12 de março de 2026

«E em vez do medo»

Exposição

O medo é uma entidade (emoção natural e instintiva) tão antiga como a Humanidade e um hóspede sedentário na casa da criação. Entra pela sala dentro sem bater à porta, apodera-se do pensamento e perscruta, em silêncio, quem ousa inventar e reinventar o mundo. É uma presença acéfala e ambígua, como uma sombra que acompanha o artista quando a imaginação, primeiro, e depois, a obra começam a crescer, a tomar forma. Criar é mostrar-se. É pôr de lado as máscaras do silêncio e permitir que o interior de cada um e de cada uma se torne visível, expondo a identidade e a essência, o mundo mais profundo e íntimo de cada ser.


 

O artista sabe que a obra não é apenas o resultado de um exercício técnico – é uma revelação. Quem cria aprende, pouco a pouco, que não é necessário expulsar o medo. É preciso atravessá-lo. Abracemos, pois, as palavras sábias de Marta Bernardes “...não buscamos negar o medo, mas transfigurá-lo”. E essa peregrinação comporta hesitações, dúvidas e avanços, ora tímidos ora impetuosos. O medo impede a repetição, o minimalismo. E lembra ao artista que o ato de criar é sempre um risco. Possibilita a aceitação plena e a rejeição.


O medo empurra cada artista para caminhos e territórios onde ainda não esteve e obriga-o a experimentar, a errar, a recomeçar. A destruir e a reconstruir. Ele nunca desaparece completamente. Surge sempre que um novo projeto começa, sempre que uma ideia solicita forma, uma estrutura. Mas já não é um visitante ameaçador. É quase um companheiro de viagem, lembrando ao artista que cada criação importante nasce na fronteira entre o conhecido e o desconhecido. Em suma, o medo é retração e catapulta.


Neste contexto, e tendo o medo por companheiro no processo criativo, a turma C, do 12.º ano, foi a protagonista de uma atividade pluridisciplinar, realizada no Polivalente da ESSMO, no dia 4 de março, em que associou trabalhos realizados nas disciplinas de Desenho, Oficina de Artes e Português. Na disciplina de Desenho, foram tratadas duas unidades de trabalho: a primeira, o “cadavre exqui” e, na segunda, o movimento, o ritmo e o tempo no Desenho. Em Oficina de Artes, a contenção e a tridimensionalidade, com a realização de múltiplas esculturas em barro, espelhando os medos que cada aluno considerou por bem abordar. Na disciplina de Português, foi feita a redação de textos alusivos ao medo e ainda a apresentação de performances de poemas de autores portugueses, selecionados pelos alunos.


 

A atividade realizada integra a 2.ª Bienal Cultura e Educação, do Plano Nacional das Artes, cujo tema é “E em Vez do Medo?”.

José Manuel Sobral


O medo no pensamento e nas obras executadas pelos alunos.

“Voa para onde te sintas mais seguro”

“Pode haver muitas razões que nos fazem sentir medo, a minha escultura representa o que nós podemos fazer quando sentimos medo, apanhar um voo e “voar” para longe dele, para qualquer sítio que nos faça sentir seguros. (...) E em vez do medo, escolhi estar onde me sinto mais livre.
Tomás Kay

Esperançoso



“O medo é aquela sensação que surge quando somos impedidos de cumprir algo. Ao esculpir um trevo de quatro folhas em cada olho, pretendi transmitir que a esperança e o sonho têm o poder de encorajar. E em vez do medo, escolhi a esperança, a vontade, o sonho.”

Maria Beatriz Almeida

As expressões do riso



“Medo, sensação de desconforto, receio perante algo (...) Os sorrisos, as gargalhadas, o choro de tanto rir, um mostrar de dentes e uma boca aberta fazem parte do meu dia a dia e utilizo-os como ferramenta para enfrentar as inquietações. (...) Espero que cada espetador encontre, no meu busto, um refúgio e uma forma diferente de interpretar a sua inquietação. E em vez do medo, escolhi o riso.

Duarte Xavier

Coragem

O medo é um sentimento que nos impede de sair da nossa zona de conforto (...) No momento de superação é necessário usar métodos como o rir ou olhar para as pessoas próximas e ter a coragem de enfrentar as situações. Esta figura com vários olhos a olhar em diversas direções, representa os olhares das pessoas que nos julgam (...). E em vez do medo, escolhi a coragem.
Leonor Benedito

Confronto



O busto apresenta um aspeto diabólico, os chifres têm como significado a proteção, os olhos arregalados expressam todas as vezes que enfrentamos o medo. E em vez do medo, escolhi o confronto.

Inês Ventura

Coragem

O medo... uma emoção extremamente complexa e desafiante, muitas vezes, associada a algo que não conseguimos ultrapassar (...) a coragem por detrás de um olhar semicerrado, persistente e focado, a vitória que só a coragem lhe proporciona. E em vez do medo, escolhi a coragem.

Verónica Bernardo

Sentimento




(...) o medo, este sentimento que sufoca, que nos atormenta e apavora, o que vem depois dele? A esperança de ultrapassar e conquistar os medos. E em vez do medo, escolhi a esperança.


Carolina Calado






Medo, sensação de impotência,
Vulnerabilidade,
Falta de capacidade de desvalorizar
Ou enfrentar aquele obstáculo.
Ousar duvidar da hipótese de ultrapassar...
E deixar-se gradualmente consumir,
Optando por fingir
E existir uma serenidade que não existe,
Uma tranquilidade que persiste
Numa mente que te mente
E que se torna impotente.
E para além do medo?
Para além desse sufoco silencioso e poderoso,
A coragem avança, trémula, mas serena.
Desafiando o medo de forma plena,
Sem certezas ou segurança,
Mas mantendo a esperança,
Prossegue e avança,
Lutando pela mudança.
E no momento em que o medo cai
E descobre que perdeu,
A coragem sobressai,
Revelando que venceu.
Verónica Bernardo