Porque tentar não custa… e o “não” já era garantido.
Mas nunca desistimos.
Estão orgulhosas. E nós também.
💚 Ao Pingo Doce, por apoiar ideias que fazem a diferença
💚 Ao Município de Tomar, à Junta de Freguesia e ao AENSM, pelo apoio essencial
A noite do tão aguardado 23 de maio ficará, sem dúvida, gravada na memória de todos os que marcaram presença no Baile de Gala da ESSMO.
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| Finalistas - 12º A |
O nosso Baile de Finalistas, inspirado no clássico Lago dos Cisnes superou todas as expetativas e transformou-se numa celebração inesquecível de elegância.
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| Finalistas - 12º B |
A meticulosa decoração, desde a entrada até ao grande salão, transportava-nos para um cenário místico e evocava a beleza da célebre obra.
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| Finalistas - 12º C |
Depois de um breve discurso dos membros da Direção da ESSMO e com a presença da Comissão de Finalistas, os nossos colegas do 12.º ano desfilaram para receber os seus diplomas.
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| Finalistas - 12º D |
Seguiu-se um apontamento do clássico ballet, brilhantemente apresentado por duas alunas do Curso Artístico de Dança da Escola Gualdim Pais.
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| Finalistas - 12º E |
A Comissão conseguiu que este Baile de Finalistas se tornasse numa marcante festa da noite tomarense, com muita afluência e ótimos momentos, mas mais do que uma festa, este baile tem um grande valor simbólico para nós, pois tal como na narrativa do bailado, passámos por desafios, ultrapassámos barreiras e celebrámos a nossa “dança final” na escola secundária.
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| Finalistas - 12º F |
Queremos deixar aqui um enorme OBRIGADO a todos os que fizeram parte desta noite tão especial. Obrigada pela presença e por terem tornado este baile tão memorável.
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| Finalistas - 12º G |
A Comissão de Finalistas 2026
A atividade envolveu a participação dos alunos, incentivando a reflexão sobre os desafios ambientais atuais e reforçando a consciência ecológica da comunidade escolar. O mural destacou ainda a relevância do mar para Portugal, tanto ao nível ambiental como económico e cultural.
O Agrupamento de Escolas Nuno de Santa Maria foi mais uma vez distinguido com o Selo Escola Saudável, um reconhecimento que valoriza o trabalho diário desenvolvido em prol da saúde, bem-estar, inclusão, segurança e desenvolvimento integral das nossas crianças e alunos.
Esta distinção representa uma comunidade educativa que acredita que aprender também é cuidar, ouvir, apoiar e criar um ambiente onde cada criança e jovem possa crescer de forma saudável e feliz.
É com orgulho que partilhamos esta conquista de todos: alunos, famílias, docentes, técnicos, assistentes operacionais e parceiros.
Porque uma escola saudável constrói-se todos os dias - nas relações, nas escolhas e no futuro que ajudamos a formar. 💚
A Equipa PES do AENSM
No dia 14 de maio de 2026, teve lugar um “Passeio de Bicicleta”, atividade integrada nos Jogos de Tomar, dirigido a todos os alunos do 5º aos 12º anos, dos dois agrupamentos escolares.
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| Ponto de partida |
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| Açude Pedra – Pausa para lanche |
Este ano participaram na atividade, cerca de 250 alunos dos dois agrupamentos escolares, havendo a destacar a excelente participação dos alunos da EB 2/3 D. Nuno Álvares Pereira, com mais de 100 alunos inscritos, alguns deles acompanhados pelos pais.
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| Pedalando pela Várzea Grande |
O percurso com cerca de 6 Km, começou na rua Coronel Garcês Teixeira, junto ao pavilhão desportivo da EBDNAP, passando pelo centro da cidade, estrada do Prado, Açude de Pedra (pausa para lanche), Várzea Grande e regresso às diferentes escolas.
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| Alunos da ESSMO |
A atividade enquadra-se no programa DE Sobre Rodas que tem por finalidades incentivar os jovens a utilizar a bicicleta, não só para a prática regular de atividade física, mas com meio de transporte alternativo para as suas deslocações casa / escola.
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| Alunos da EBDNAP |
A aluna Sara Gaspar do 9°D, integrante do grupo equipa de canoagem do DESPORTO ESCOLAR AENSM, foi apurada na prova Regional de Canoagem, que decorreu no dia 12 em S. Marinho do Porto e irá representar a CLDELMT / AENSM, no Campeonato Nacional DE que terá lugar nos dias 28, 29 e 30 de maio em Águeda.
Nos dias 22, 23 e 24 de abril, 123 alunos do 10.º e 11.º ano e 12 professores do AENSM deslocaram-se a Espanha.
A visita começou com uma paragem por Toledo, onde os alunos tiveram a oportunidade de passar pelo Alcázar, pela Catedral e Plaza del Ayuntamiento e percorreram ruas cheias de história. Seguiram para Madrid onde fizeram uma visita guiada, a pé, passando pelos principais pontos de interesse turístico: Palacio Real, Catedral de Almudena, Mercado San Miguel, Puerta del Sol, entre outros. No dia seguinte, recomeçaram a visita passando pelo Templo de Debod, pela Galería de las Colecciones Reales, Museo Reina Sofía e Parque del Retiro. No último dia, alunos e professores estiveram no Parque Warner.
Deste modo, alunos e professores puderam vivenciar uma experiência enriquecedora de aprendizagem e de fortalecimento das relações entre todos.
As professoras organizadoras agradecem à Direção do AENSM, aos Serviços Administrativos, aos pais/EE dos alunos e aos professores Armanda Borges, Carla Abreu, Carlos Laranjeira, Graça Pereira, Márcia Godinho, Miguel Tolda, Nuno Ferreira, Samuel Neto, Susana Mata e Vítor Gonçalves que confiaram e acreditaram nos objetivos deste projeto em prol dos alunos.
Alexandra AlbuquerqueMaria João Rito
Para quem pensa que o Turismo se resume a planear viagens e a tirar fotografias, os alunos do Curso Profissional Técnico/a de Turismo do Agrupamento de Escolas Nuno de Santa Maria, têm uma resposta firme: exige competência, estratégia e trabalho árduo.
No passado dia 27 de abril de 2026, os alunos finalistas do Curso Profissional Técnico/a de Turismo enfrentaram com distinção o seu maior desafio académico: a apresentação das Provas de Aptidão Profissional (PAP). Focados em diversas áreas de negócios do setor turístico, os alunos demonstraram uma visão empreendedora e uma sólida preparação técnica. O resultado refletiu o esforço de todos, terminaram as apresentações com sucesso.
Sem tempo a perder, estes futuros profissionais encontram-se já a frequentar a Formação em Contexto de Trabalho (FCT). Os alunos estão atualmente a realizar os seus estágios em várias empresas de turismo de referência na região de Tomar e em Pontevedra (Espanha). Esta experiência prática em ambiente real — tanto a nível local/regional como internacional surge como a rampa de lançamento ideal, tanto para os jovens que pretendem ingressar de imediato no mercado de trabalho, como para aqueles que decidiram usar esta base robusta para dar continuidade aos estudos.
O setor do Turismo ganha assim novos talentos qualificados. A todos os finalistas, desejamos os maiores votos de sucesso pessoal e profissional num futuro muito próximo.
Os Professores da Componente Técnica do Curso Profissional Técnico/a de Turismo
Nos próximos dias 22 e 23 (sexta e sábado) vai realizar-se mais uma edição da Jornada Educativa de Cem Soldos.
Esta 6.ª edição, a EIRA abordará um dos temas mais atuais no universo da educação e do ensino: as tecnologias digitais.
A realizar-se na sede do SCOCS, esta edição contará com a presença de:
Ao longo destas sessões, entre os benefícios da inovação nas salas de aula e os desafios que o tempo de ecrã impõe ao desenvolvimento emocional e social, tentar-se-ão encontrar caminhos para um uso consciente e saudável das Tecnologias Digitais.
As sessões de formação são gratuitas para pais, encarregados de educação ou interessados, mas será necessário proceder a uma inscrição online através do formulário: http://forms.gle/QwwrCHSeJUE9i8LU8
Para professores, a inscrição deverá ser feita através do CF Templários: https://templarios.cfae.pt/formacao/
As inscrições para o almoço de sábado ou para o ATL (para as crianças) são obrigatórias, através do formulário (http://forms.gle/QwwrCHSeJUE9i8LU8), dos telefones 249 345 232 / 913 765 386 ou do e-mail geral@scocs.pt.
Concretizou-se na passada 6ª-feira a "9ª Peregrinação Solidária a Fátima a Pé".
A atividade, abraçada com grande entusiasmo por todos os participantes, foi desenvolvida, em colaboração, pelo Agrupamento de Escolas Nunno de Santa Maria e pela Cáritas de Tomar.
As receitas obtidas a partir da venda de pulseiras de participação solidária reverterão para a Cáritas de Tomar.
No dia 1 de abril, as turmas do 12. ano do Agrupamento Nuno de Santa Maria fizeram uma visita de estudo ao Palácio Nacional de Mafra. Não, não é mentira. A visita foi – continua a ser – uma motivação suplementar para a leitura e compreensão de O Memorial do Convento, obra-prima da literatura portuguesa e universal, da autoria de José Saramago, premiada com o Nobel da Literatura, em 1998.
É um livro denso e profundo, que nos leva até ao século XVIII português, um tempo de contrastes sociais igualmente profundos, onde o brilho do ouro (e dos diamantes), entretanto descoberto no Brasil, à época colónia portuguesa, iluminava os salões barrocos da corte, mas não retirava da pobreza e da miséria, o povo, a maioria da população, que vivia numa sociedade de ordens (clero, nobreza e povo), profundamente desigual, ordenada numa rígida hierarquia social e totalmente submissa ao rei.
É neste contexto social, político e económico que José Saramago – intelectual comprometido, tal como o foram outros grandes vultos da arte do século XX, lembremos Pablo Picasso, Diego Rivera, Sophia de Mello Breyner Andresen, Miguel Torga... – constrói uma narrativa onde a História e a criatividade literária caminham lado a lado, revelando não apenas o que aconteceu (o encomendador da obra: o rei), incluindo as motivações; o arquiteto que a planeou, bem como os autores das esculturas, pinturas, dos monumentais carrilhões.....) mas, sobretudo, o que o povo, maioritariamente anónimo, sentiu – e viveu na pele, nos seus sonhos e utopias, nos seus encantamentos e revoltas – na construção do Palácio-Convento de Mafra, obra arquitetónica colossal, com cerca de 38.000 metros quadrados, 1.200 divisões, erguida em pouco tempo, dada a sua faraónica envergadura. A obra teve início em 1717 e a catedral foi consagrada em 1730. A obra foi concluída em 1744. No seu pico, lá trabalharam entre 45.000 a 50.000 operários (pedreiros, canteiros, carpinteiros...), que viviam em condições miseráveis na Ilha de Madeira (não confundir com Ilha da Madeira). Para manutenção da ordem e apoio, a edificação contava com cerca de 7.000 a 7.500 soldados. O total dos operários na obra colossal era equivalente à população das cidades de Tomar, Torres Novas e do Entroncamento, nos dias de hoje.
D. João V, monarca absoluto, governa Portugal. O ouro que chega em grandes quantidades do Brasil permite-lhe copiar a grandeza e a ostentação de Luís XIV, o Rei-Sol francês, que mandara edificar o monumental Palácio de Versalhes. A palavra do rei é lei. A submissão é absoluta. A religião tem um peso enorme – não apenas como exercício de fé, mas como instrumento de poder. A construção do palácio monumental é um símbolo do poder real. As promessas feitas a Deus tornam-se decisões políticas. É dessa ligação umbilical entre poder político e poder religioso que nasceu o projeto de erguer um convento naquelas colinas inóspitas e ventosas, em Mafra.
Em Mafra, os alunos sentiram bem a aragem fria que vinha dos lados do mar. Foi com pele de galinha que os grupos se prepararam para iniciar a visita ao interior do edifício, numa memorável visita guiada. Alguns afirmavam que se sentiam pigmeus diante da fachada de 232 metros, erguida em pedra calcária trazida de Pêro Pinheiro, localidade situada a cerca de quinze quilómetros, num esforço brutal de homens e de bestas. Para grandeza e glória do rei.
E lá fomos, ora subindo escadarias monumentais, ora atravessando salões imensos, decoração de alto a baixo, como era próprio do estilo barroco... “o horror ao vazio”. Ora, imaginando a pressão hormonal do rei, a caminho da alcova, onde iria cumprir a função, depois de atravessar um corredor de 240 metros, a distância que separava os dois aposentos; o masculino e o feminino. E caminhámos até à monumental biblioteca, considerada uma das mais belas do mundo. A Sala dos Troféus fez estremecer alguns alunos. Uma, mais suscetível, esteve a dez ínfimos segundos de soçobrar, quando enxergou trinta cabeças de veado embalsamadas, presas às altíssimas paredes. O Palácio de Mafra também tem uma Tapada de grande dimensão, 1.200 hectares, onde vivem dezenas de espécies, algumas de caça grossa.
O jovem rei havia casado com Maria Ana Josefa Antónia Regina de Habsburgo, princesa austríaca, católica devota, numa boda que servia os interesses do rei e do Estado – no Antigo Regime, eram a mesma coisa. A rainha teve dificuldade em engravidar. Tinham passados dois anos e o tão desejado herdeiro tardava. Dona Maria Ana acabou por ter seis filhos do seu casamento com D. João V. A demora na tão desejada primeira gravidez é o mote para a espetacular narrativa de José Saramago. As descrições dos preliminares e do cenário que desaguam nas cópulas reais e de toda a espetacularidade cénica associada aos muito intervalados coitos são magistrais.
Ao mesmo tempo que o convento cresce em infindáveis toneladas de pedra e grandiosidade, Saramago levanta da opacidade histórica as dezenas de milhar de homens e vidas arrancadas às suas terras, famílias separadas, os corpos exangues, os muitos mutilados na obra e rapidamente enterrados em vala comum. Para grandeza do rei.
No meio deste mundo extremamente duro, muitas vezes brutal, emergem duas personagens que parecem pertencer a outra dimensão: Baltasar, o Sete-Sóis, e Blimunda, a Sete-Luas. A acompanhar este casal de invulgar beleza espiritual está o padre Bartolomeu de Gusmão, o criador da passarola, a máquina voadora. Afinal, todos podemos voar. Basta entrar no sonho. Na utopia.
E é preciso entrar na obra, ler e compreender a narrativa e os porquês. A leitura não é fácil. Descomunal eram os trabalhos de homens e de bestas para trazer os colossais blocos de calcário até ao canteiro de obras. O guia, no interior do Palácio que nunca foi residência oficial da monarquia portuguesa, referiu que eram necessárias catorze juntas de bois para transportar, puxar, arrastar, serra acima, os maiores blocos de pedra alva, tiradas do ventre da Terra, em Pêro Pinheiro. Também difícil é entrar na cápsula do tempo e entranhar a época, o espírito, a mentalidade, as pulsões individuais e coletivas e, como memorial que é, trazer à luz a labuta interminável, a perseverança (hoje, diz-se resiliência), honrar os esquecidos, aqueles que a história oficial não lembra nem honra. O Memorial de José Saramago é muito mais que exumação. É a consagração dos esquecidos, dos mutilados, dos notáveis artesãos e, também, daqueles que ousaram dizer não à vinda forçada para a construção do Real Palácio de Mafra, como era designado na época, ou daqueles que tiveram a coragem, e a loucura, de fugir da obra e regressar às suas terras, a correr, a voar… para os braços dos seus. A uns e outros, quando encontrados pelas autoridades, era-lhes infligida ainda mais mal-aventurada fortuna: uma marca no corpo, com um ferro em fogo – como se faz aos equídeos – para que todos soubessem que aqueles súbditos tinham tido o inconfessável desvario de desobedecer a Sua Majestade.
No último degrau, um aluno exclamou:
– Que excelente visita! Valeu mesmo a pena.
E valeu. Tanto.
A caminho do Museu do Ar, instalado na Base Aérea n.5, a poucos quilómetros de Sintra e, depois de uma longa e íngreme descida, a risonha caravana estudantil passou na aldeia de Cheleiros, encravada no vale com o mesmo nome. A aglomeração é nomeada na obra de José Saramago. Por razões maiores.
O Museu do Ar foi uma surpresa muito grande para a turba estudantil. Tem um espólio notável, donde constam exemplares raríssimos a nível mundial, nomeadamente dos primeiros aparelhos que conseguiram estar mais de dez minutos no ar. À entrada do espaço sobrelotado de máquinas voadoras e apetrechos associados, uma imagem idealizada do primeiro português que quis imitar os pássaros. Afinal, um sonho tão antigo quanto a Humanidade.
Chamava-se João Torto e lançou-se num voo do alto da Sé de Viseu. Sentiu a aragem a fazer cócegas no nariz e os batimentos cardíacos bem descompassados. De repente, o abismo e o lajedo áspero. “Deu para o torto”.
A visita de estudo, não. Um voo maravilhoso e gratificante pelo conhecimento. No dia 1 de abril.