No âmbito da Saúde Escolar, realizou-se no passado dia 22, quarta-feira, às 18h30, na Escola Secundária Santa Maria do Olival, a segunda sessão do projeto “Tertúlias às Quartas”, dinamizado pelas enfermeiras Sandra Costa e Véronique Rousselot, da Unidade de Cuidados na Comunidade Maria Dias Ferreira (UCC MDF), em parceria com o Projeto de Educação para a Saúde.
Esta iniciativa integra o projeto “Escola Aberta” do Agrupamento de Escolas Nuno de Santa Maria e pretende afirmar-se como um espaço regular de encontro, reflexão e partilha dedicado a pais, mães e cuidadores de adolescentes do 7.º ao 12.º ano de escolaridade.
“Tenho um Filho Adolescente… E agora? Falar de Sexualidade com o Meu Filho”
Desta vez com o tema “Tenho um Filho Adolescente… E agora? Falar de Sexualidade com o Meu Filho”, numa sessão de grande proximidade e partilha, os Encarregados de Educação presentes começaram por expressar as motivações da sua vinda.
Contextualizada a adolescência, enquanto fase de grandes mudanças físicas, emocionais e sociais, com maior/grande reforço da influência dos pares e marcada pela procura de identidade, foi realizada uma dinâmica para identificação do significado de alguns termos (em permanente diversificação), acedidos/usados pelos jovens e que “escapam facilmente aos mais velhos” (ex: nudes, revenge porn, sexting, grooming, género, assexual, intersexo, cisgénero, transgénero, transsexual, arromântico, género fluido, binário, não binário,…). Foram ainda explorados alguns referenciais úteis nas interações com os jovens, nomeadamente:
- Mostrar, desde cedo, disponibilidade para uma escuta ativa, continuada e sem julgamentos;
- Falar com verdade, naturalidade, afeto e rigor (admitindo quando não se sabe e procurando a ajuda certa, se necessário);
- Manter o equilíbrio entre a privacidade e a necessidade de controlo;
- Promover sentimentos positivos, de autoestima e autoconfiança (geradores de bem-estar);
- Educar para o consentimento (ajudando a desmontar receios de perda de um relacionamento por também saber dizer não, ajudando a compreender que quem não sabe respeitar os limites dos outros, também não gosta verdadeiramente/não ama…);
- Consciencializar e ajudar na procura de informação fidedigna (porque circula muita informação errada/enganadora/suscetível de gerar confusão) e para a necessidade de autoproteção a nível digital (perigos da exposição de informações pessoais, impacto do “rasto digital” que permanece, falta de privacidade e pressão social on-line, discursos de ódio, “dependência dos likes”, …).
As “Tertúlias às Quartas” continuarão a abrir portas a novas conversas, novos olhares e novas aprendizagens, mantendo-se como um ponto de encontro para todos os que procuram compreender melhor e apoiar os seus jovens - ficando desde já o convite para as próximas sessões. Porque educar é um desafio que se torna mais leve quando é partilhado.
A Equipa PES do AENSM





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