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sexta-feira, 27 de março de 2026

Entre a História e a Arte

Alunos do 7.º ano constroem monumentos com arcos

Os alunos do 7.º ano, das turmas B, C, D, E, F e G, desenvolveram um projeto interdisciplinar nas disciplinas de Educação Visual e História que resultou numa exposição dedicada à construção de monumentos inspirados em arcos geométricos.



Partindo da análise de diferentes períodos históricos, os alunos exploraram o papel fundamental do arco na arquitetura ao longo do tempo. Desde as estruturas da Antiguidade, como os arcos de volta perfeita utilizados pelos romanos, até aos arcos apontados característicos da arquitetura medieval, foi possível compreender como a evolução das formas arquitetónicas está profundamente ligada ao conhecimento técnico e às necessidades de cada época.



A partir desta investigação, os alunos foram desafiados a criar os seus próprios monumentos, aplicando conceitos de geometria, desenho técnico e composição visual. O processo envolveu não só a aprendizagem de diferentes tipos de arcos, mas também a experimentação de materiais, proporções e equilíbrio estrutural.


Os trabalhos apresentados revelam uma forte articulação entre saberes, evidenciando como a História e a Arte se cruzam na construção do património arquitetónico. Para além do desenvolvimento de competências técnicas, este projeto permitiu aos alunos expressar a sua criatividade e interpretar, de forma pessoal, elementos marcantes da história da arquitetura.



A exposição Arcos com História constitui, assim, um espaço de partilha e valorização do trabalho realizado, convidando a comunidade escolar a refletir sobre a importância da geometria na arte e sobre a herança cultural presente nos monumentos que nos rodeiam.


Professor Nuno Ferreira
Professora Joana Silva

sexta-feira, 25 de novembro de 2022

Dia Nacional do Pijama na Esc. D. Nuno Álvares Pereira

A 20 de novembro assinala-se o Dia Internacional dos Direitos da Criança e também o Dia Nacional do Pijama, uma iniciativa que faz parte da Missão Pijama, promovida pela Associação Mundos de Vida.

A Agência DNAP (associação de alunos da escola D. Nuno Álvares Pereira ) preparou várias atividades para o dia 21 de novembro, convidando alunos, professores, assistentes operacionais e assistentes técnicos a trazerem para a escola o seu pijama preferido no dia 21 de novembro, para lembrar a todos que todas as crianças têm direito a crescer no conforto de uma família.

Na biblioteca da escola D. Nuno Álvares Pereira, durante todo o dia, foi exibido o filme "Child Safety Matters" realizado no âmbito do projeto Erasmus, com a participação de alunos, professores e encarregados de educação. Este filme tem o objetivo de sensibilizar toda a comunidade para a prevenção dos "Maus-tratos Infantis" e consequentemente para a promoção da segurança e bem-estar de todas as crianças/jovens. Utilizando as sábias palavras do Dr. Nuno Colaço, pretendemos que todos sintam que "é urgente amar e cuidar das nossas crianças para sempre, porque cada segundo de sofrimento é um segundo de sofrimento a mais"!

Ainda durante o dia as turmas 5ºC, 5ºD, 5ºE, 5ºF e 7ºG receberam nas suas salas a educadora social do agrupamento que dinamizou na sessão "Voar para uma nova terra" sobre os direitos das crianças.

Foi um dia muito especial em que lembramos a todos que o que mais importa é a segurança de todas as crianças. Não importa onde estejam, quem sejam, como vivam ou no que acreditem.



quarta-feira, 10 de junho de 2020

A Doença da Terra

“Quem habita este planeta não é o Homem, mas os homens. A pluralidade é a lei da Terra.” 

Hannah Arendt (filósofa alemã, séc. XX)


Nunca como agora, nestes tempos difíceis de combate à terrível pandemia da Covid-19, foi tão importante celebrar a Terra e a sintonia dos homens que dela usufruem, cuja pluralidade torna mais rica, mas muito mais desafiante a tarefa.

Foi assim que nasceu a ideia de comemorar o Dia Mundial da Terra, numa sintonia de homens: alunas e alunos de algumas turmas de 7º Ano, com as suas professoras de Português, Ciências Naturais e Cidadania e Desenvolvimento.

No âmbito da disciplina de Português, os alunos puseram em prática os conhecimentos que tinham acabado de adquirir sobre o género dramático da Literatura e produziram textos muito interessantes, que ilustraram em Cidadania.

Ora leiam e apreciem!
Prof.ª Ana Cristina Sousa

A Doença da Terra

(Cenário: O fundo encontra-se totalmente escuro, com pequenos pontos luminosos que simbolizam estrelas.)
(Entram duas personagens. Uma pessoa vestida de Planeta Terra e outra de Planeta Vénus. Encontram-se no meio do palco e dão um grande abraço, como se não se vissem há muito tempo.)

Cena I

Terra: Olá, meu grande amigo, como tens passado?

Vénus: Muito bem e tu? Como tens passado?

Terra: Se queres que te diga, ando a passar um mau bocado.

Vénus: Então o que tens?

Terra (triste): De vez em quando dá-me umas dores de barriga que tu nem imaginas. Agora têm sido cada vez mais fortes e contínuas.

Vénus: E porque não vais ao médico?

Terra: Claro! Porque não pensei nisso antes? É isso mesmo que eu vou fazer. Obrigada. Aiiiii! (contorcendo-se, apertando a barriga com os braços.)

Vénus (preocupado): O que foi?

Terra: Nada, só mais uma dor de barriga.

Vénus: Isso está mesmo mau, tens mesmo de ir ao médico! Queres que vá contigo?

Terra: Não, não é preciso eu vou sozinha, mas obrigada na mesma.

Cena II

(Entra uma pessoa vestida de Sol)

Sol: Olá, Terra, disseram-me que estavas com dores de barriga?

Terra: Sim, é verdade, senhor doutor. Eu gostava que visse o que eu tenho para me livrar destas dores de uma vez por todas.

Sol: Ok. Então vamos lá, deita-te aqui. (começou a examiná-la.) 

(Ao lado do Sol estava uma cama de Hospital)

Sol: Querida amiga, já sei o que tens. Tu tens um caso raro de popolupuipiçãopão.

Terra: Desculpe, mas tenho o quê?

Sol (solta uma risada discreta):  Um caso raro de poluição.

Terra: Mas isso é o quê mais concretamente, senhor doutor?

Sol: Digamos que tens dentro de ti uns “humanuzinhos” que te estão a poluir por dentro. Digamos que os “humanuzinhos” estão a fazer-te muito mal e a provocar-te essas terríveis dores de barriga. Percebes?

Terra: Sim, percebo, senhor doutor. Mas como é que me livro desta doença, senhor doutor? 

Sol: Então, para te livrares dessa doença, tens de tomar este comprimido e esperar um pouco. O que o comprimido faz é dar um alarme aos “humanuzinhos”, que estão a fazer demasiada poluição. Se pararem, volta tudo ao normal e deixas de ter as dores de barriga.

Terra (depois de engolir um comprimido pequeno e redondo): Obrigada, senhor doutor sinto-me muito melhor.
Clara Martins - 7ºG