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segunda-feira, 3 de novembro de 2025

Comidas assustadoras em Vale Calvo

 No dia 22 de outubro, a Encarregada de Educação de dois alunos deslocou-se à Escola Básica de Vale do Calvo para confecionar algumas iguarias relacionadas com o Halloween. 


Começámos por realizar as decorações individuais em cupcakes, dando largas à imaginação de cada um.

   

 De seguida fizemos “múmias” e para terminar foi decorado um “bolo cemitério”. 


No final, os alunos tiveram oportunidade de degustar estas saborosas iguarias. 


   

O entusiasmo e alegria dos alunos foi constante.


Resta-nos agradecer à mãe, pela partilha deste momento mágico e enriquecedor para as nossas crianças. 











sexta-feira, 31 de outubro de 2025

Happy Halloween

Happy Halloween 

Resumo das atividades desenvolvidas na disciplina de Inglês - 1º ciclo - AENSM

terça-feira, 29 de outubro de 2024

Halloween

 Tal como tem vindo a ser hábito nos últimos anos, as professoras de Inglês do 5º e 6º ano (e 7º) promoveram a celebração do Halloween.

As turmas de Inglês do 2º ciclo (e algumas do 7º ano) foram convidados a decorarem as portas das suas salas de aulas com alguns dos motivos tradicionais desta festividade, levando para dentro da escola um pouco da cultura anglo-saxónica que estudam nas aulas de inglês. Entre trabalho nas aulas, tempos de intervalos e algumas peças trazidas de casa (muitas delas com o contributo dos Encarregados de Educação), as portas das salas da EDNAP encheram-se de morcegos, fantasmas, aranhas, monstros e bichos assustadores…


Fica aqui o registo fotográfico de quase todas as portas das salas de aula da EDNAP nestes dias (ver a pasta de fotos no final desta notícia). Há quem diga que os sustos nas aulas se prolongam muito para além do dia 31 de outubro…

Esta festa do “Halloween”, ou Dia das Bruxas, tão característica da cultura anglo-saxónica, é uma celebração popular de culto aos mortos comemorada no último dia de outubro, véspera do dia de “Todos os Santos”; daí o seu nome “Halloween”, do inglês "All Hallow’s Eve" (Véspera de Todos os Santos).


A cultura de celebração do Halloween é muito forte em países de língua anglo-saxónica, sobretudo nos Estados Unidos. Com o tempo, a festividade ganhou popularidade e hoje é comemorada em boa parte do mundo, em concorrência com outras tradições locais e próprias deste tempo de passagem entre o verão e o inverno, de viragem entre o final das colheitas e a pausa produtiva da natureza, de alternância entre o tempo da vida e o tempo da morte. Os celtas acreditavam que na noite de 31 de outubro, o véu entre o mundo dos vivos e dos mortos era mais ténue, permitindo que os espíritos retornassem à Terra.


Uma das tradições mais marcantes do Halloween é o uso de fantasias, normalmente relacionadas com o mundo dos mortos, e que permite às crianças irem de casa em casa pedido doces, sob a “ameaça” de um susto. Daí a expressão “Trick-or-Treat”, qualquer coisa como “Doces ou Travessuras”.


Veja-se a este propósito as semelhanças com a tradição do dia dos “Bolinhos, bolinhos, à porta dos santinhos” ou do “Pão por Deus” que ainda hoje se celebra nas nossas aldeias ao redor de Tomar.


A título de curiosidade, registe-se que o “Pão por Deus” ganhou força após o grande terramoto de 1755, que ocorreu justamente no dia 1 de novembro, o Dia de Todos os Santos. Em 1756 (um ano depois), os mais necessitados saíram às ruas de Lisboa batendo de porta em porta, solicitando qualquer tipo de ajuda, mesmo que fosse apenas pão: “Pão, por Deus”. Os mendigos recebiam pão, bolos, vinho e outros alimentos, que eram oferecidos em homenagem aos falecidos e em súplica por suas almas. Assim, a tradição do “Pão por Deus” tem as suas raízes no Dia de Todos os Santos e uma ligação histórica com o terramoto de 1755.


JPVasc

Sites consultados:



↓ Mais fotos nesta pasta: ↓
Portas da EDNAP




quarta-feira, 1 de novembro de 2017

Halloween

Afinal, a palavra Halloween parece derivar diretamente da insuspeita festa de Todos os Santos. "Halloween" será a corruptela da expressão inglesa "All hallow's eve", que significa "véspera de Todos os santos".


Na noite de 31 de outubro (véspera de Todos os Santos) os irlandeses celebravam o fim do Verão. A festa celta durava três dias, começando no último dia de Outubro e fogueiras eram feitas em celebração da abundância de comida depois da época da colheita.
Daí os doces, as abóboras, os bolos...

Sabia?
Para saber mais veja este artigo:
http://segredosdomundo.r7.com/halloween-o-que-significa-e-como-teve-origem-o-dia-das-bruxas/

Seja como for, a festa das Bruxas é cada vez mais comemorada em Portugal. Sobretudo pelos mais novos. A ESSMO não o ignora.

Vai daí que... a turma do 12ºD (Artes), sob a orientação do seu prof. José Morgado, assumiu a responsabilidade na decoração do espaço "polivalente" da escola. Quem passasse pela "sala comum" da ESSMO no dia 31 (terça-feira) ia poder cumprimentar esqueletos, cadáveres, morcegos, fantasmas (8ºH e 9ºG - prof. Henrique Oliveira), teias de aranha, vassouras de bruxas, panelões de poções mágicas e venenos secretos, marcas recentes de sangue, pedras tumulares, gatos pretos, bruxas voadoras, caixões, velas consumidas, enforcados ensanguentados, uma exposição de luas de Halloween (trabalhos das turmas 8ºA; 8ºB; 8ºF e 8ºG - prof. Fernando Mendes), morcegos, aranhas e... com muito humor, a porta de entrada para o Inferno, onde habitam todos os demónios, monstros, almas condenadas e de onde todos querem distância (por acaso era a sala dos professores!).

Muita qualidade e muito trabalho!
Passava já das 19:00, noite fechada, e ainda havia algumas "bruxas" a dar os últimos retoques.

Vale a pena ver, com olhos de ver... há por lá excelentes pormenores. Note-se o caso da notável abóbora que estava mesmo à entrada da escola!

Ficam algumas fotos...

Alô, Uin!

(Halloween)

   — Isto é bué giro!
   — Yah! Ganda cena. Muita lol!
   — Yep.
   — Isto é uma cena, tipo... tás a ver?




À minha frente vão duas bruxas. Têm para aí uns 11 anitos (mas garanto-vos que parecem ter pelo menos 358!).
A da direita, mais alta (quase a chegar com os pés ao chão quando se senta nas cadeiras da sala de aula) é uma bruxa lourinha, de olhos claros (verdes? azuis? cor de sapo?) e puxa, com as pontas dos dedos finos, deliciada, uma ranhoca verde que tem colada no chapéu preto e pontiagudo de bruxa má.
— Isto é bué giro!
A da esquerda, morena, de óculos de executiva é mais baixinha (mas imagino que quando se estica, quase chega a meio do quadro para escrever o sumário) e concorda, deslumbrada, que aquela massa viscosa cor de vomitado que vai recolhendo do seu delicadíssimo vestido de bruxa é:
— Uma cena tipo... tás a ver?".

São duas princesas disfarçadas. Encantadas de bruxas!

Vão à minha frente, vindas, como eu da EDNAP.
Estiveram a fazer de estátuas vivas, juntamente com outros assassinos, zombies, Darth Vaders, cientistas loucos, Frankensteins, meninas apunhaladas, professoras assustadoras, alunos terríveis, enfim, monstros de todos os tipos... tudo com muito sangue e muita ranhoca verde!

E como vão felizes!
«Isto é uma cena tipo... tás ver?»
E esta expressão – quase uma interjeição – reúne em si todo o fascínio de quem acabou de viver algo mágico, algo "tipo... tás a ver?"

Só quem trabalha com adolescentes percebe o maravilhoso que esta oração gramatical desconjuntada e inqualificável consegue transmitir.

E só quem viu pode testemunhar como estavam lindos! Todos... eles e elas, os pequenos e os grandes, as princesas encantadas de bruxas e os príncipes disfarçados de monstros. Todos impecavelmente lindos! Apenas porque estavam de alma e coração a fazer algo que lhes fazia sentido.

Já ouço os críticos...

O "Halloween" não é, de certo, uma tradição portuguesa.
Mas também a Coca-cola, as pizzas, o futebol e o "preço certo" não são a nossa tradição e ainda assim ninguém os põe em causa.
Mal seria se a Escola ignorasse as tradições nacionais e locais e privilegiasse apenas o que é importado. Mas ainda há duas semanas os mesmos alunos e a mesma escola estavam a participar no desfile de "Santa Iria" e, mesmo com chuva, os bruxos e bruxas de hoje foram atirar as flores ao Nabão para que ele as levasse até Sant'Iria.
E foi com a mesma pureza de sentimentos que hoje eles se transformaram  em personagens do Halloween e montarem uma notável galeria (no sentido mais exato da palavra!).

Esta "galeria de estátuas vivas" foi uma atividade promovida, organizada e dinamizada pelos professores de Inglês da EDNAP, com a imprescindível colaboração dos seus alunos e dos respetivos Encarregados de Educação.
Durante 15 minutos, estiveram (mais ou menos) imóveis quase 100 alunos.
Durante o "intervalo grande" da manhã, entre as 10:15 e as 10:30, os alunos perfilaram-se nos espaços exteriores da EDNAP e mostraram ao (seu) mundo
como eram capazes de encarnar personagens de histórias longínquas e estanhas que precisaram de conhecer;
como eram capazes de de construir "bonecos" coerentes e consistentes;
como eram capazes de ser responsáveis e organizados;
como eram capazes de ter sentido crítico e perceber que a vida é feita de escolhas;
como eram capazes de estar atentos ao detalhe e ao pormenor;
como eram capazes de perceber que o trabalho e a dedicação acabam por ser reconhecidos e compensados e que a fuga às responsabilidades conduz inevitavelmente ao esquecimento e à mediocridade.

As coisas que eles aprendem sem estar numa aula!
As coisas que lhes ensinam sem estar numa sala...

Só é pena que tudo tenha ficado confinado ao espaço escolar e tudo se tenha esgotado em 15 min. Eles e elas, os pequenos e os grandes, as princesas encantadas de bruxas e os príncipes disfarçados de monstros mereciam mais. Mereciam que os colegas de escola os vissem, que os professores os reconhecessem, que os pais se orgulhassem e que a cidade os aplaudisse.

Este agrupamento faz bem! Às vezes faz mesmo "muito bem". Mas é preciso que o mostre!
Fica o desafio aos responsáveis... talvez para o ano se possa conseguir mais visibilidade.


As fotos aqui publicadas têm uma intenção meramente ilustrativa e documental. 
Poderão ser retiradas por pedido expresso dos interessados.