Tal como tem vindo a ser hábito nos últimos anos, as professoras de Inglês do
5º e 6º ano (e 7º) promoveram a celebração do Halloween.
As turmas de Inglês do 2º ciclo (e algumas do 7º ano) foram
convidados a decorarem as portas das suas salas de aulas com alguns dos motivos
tradicionais desta festividade, levando para dentro da escola um pouco da
cultura anglo-saxónica que estudam nas aulas de inglês. Entre trabalho nas
aulas, tempos de intervalos e algumas peças trazidas de casa (muitas delas com
o contributo dos Encarregados de Educação), as portas das salas da EDNAP
encheram-se de morcegos, fantasmas, aranhas, monstros e bichos assustadores…
Fica aqui o registo fotográfico de quase todas as portas das
salas de aula da EDNAP nestes dias (ver a pasta de fotos no final desta notícia). Há quem diga que os sustos nas aulas se
prolongam muito para além do dia 31 de outubro…
Esta festa do “Halloween”, ou Dia das Bruxas, tão
característica da cultura anglo-saxónica, é uma celebração popular de culto aos
mortos comemorada no último dia de outubro, véspera do dia de “Todos os Santos”;
daí o seu nome “Halloween”, do inglês "All Hallow’s Eve" (Véspera de Todos
os Santos).
A cultura de celebração do Halloween é muito forte em países
de língua anglo-saxónica, sobretudo nos Estados Unidos. Com o tempo, a
festividade ganhou popularidade e hoje é comemorada em boa parte do mundo, em
concorrência com outras tradições locais e próprias deste tempo de passagem entre
o verão e o inverno, de viragem entre o final das colheitas e a pausa produtiva
da natureza, de alternância entre o tempo da vida e o tempo da morte. Os celtas
acreditavam que na noite de 31 de outubro, o véu entre o mundo dos vivos e dos
mortos era mais ténue, permitindo que os espíritos retornassem à Terra.
Uma das tradições mais marcantes do Halloween é o uso de
fantasias, normalmente relacionadas com o mundo dos mortos, e que permite às
crianças irem de casa em casa pedido doces, sob a “ameaça” de um susto. Daí a
expressão “Trick-or-Treat”, qualquer coisa como “Doces ou Travessuras”.
Veja-se a este propósito as semelhanças com a tradição do dia
dos “Bolinhos, bolinhos, à porta dos santinhos” ou do “Pão por Deus” que ainda
hoje se celebra nas nossas aldeias ao redor de Tomar.
A título de curiosidade, registe-se que o “Pão por Deus” ganhou
força após o grande terramoto de 1755, que ocorreu justamente no dia 1 de
novembro, o Dia de Todos os Santos. Em 1756 (um ano depois), os mais
necessitados saíram às ruas de Lisboa batendo de porta em porta, solicitando
qualquer tipo de ajuda, mesmo que fosse apenas pão: “Pão, por Deus”. Os
mendigos recebiam pão, bolos, vinho e outros alimentos, que eram oferecidos em
homenagem aos falecidos e em súplica por suas almas. Assim, a tradição do “Pão
por Deus” tem as suas raízes no Dia de Todos os Santos e uma ligação histórica
com o terramoto de 1755.
JPVasc
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