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segunda-feira, 20 de outubro de 2025

ERASMUS na Letónia (Liepaja)

Stop Increasing Climate Changes on Earth, Liepaja 

 27 de agosto a 3 de setembro de 2025

No dia 27 de agosto de 2025, juntamente com os professores Lisete Lapa e Henrique Oliveira, e com as nossas colegas Érica Freire, Catarina Santos e Adriana Gameiro, embarcámos numa aventura incrível: a mobilidade a Liepaja no âmbito do projeto SIGN. 



Eu (André) e o Martim fomos convidados a participar na mobilidade pela escola de Liepaja - Letónia. Aceitámos o convite mesmo sabendo que teríamos de assumir as despesas (a nossa ida não foi financiada), porque sabíamos que seria uma experiência que valeria a pena! E valeu mesmo!

Esta aventura começou logo no primeiro dia, um dia livre com as famílias de acolhimento. A maioria foi fazer arborismo a um parque chamado Tarzans. Foi uma experiência única, cheia de aventuras e com vários desafios pelos percursos de obstáculos e slides.


O tema da nossa mobilidade foi a água e a poupança da mesma. Assim, cada equipa desenvolveu um trabalho sobre este tema e apresentou-o na escola da Letónia.


No mesmo dia, fomos ainda visitar a empresa Liepaja Udens, responsável pelo abastecimento de água da cidade, onde ficámos a perceber como funciona o sistema de tratamento e distribuição de água. No complexo, visitámos o local onde a água é tratada para abastecer as casas e edifícios da cidade. Foi uma experiência muito enriquecedora e educativa. 


Realizámos uma visita guiada de tuk-tuk por Kuldiga, uma cidade histórica na Letónia, património mundial da UNESCO. Aprendemos muito sobre a sua história, de forma divertida e enriquecedora. Em Kuldiga realizámos uma atividade na qual andámos a pé pelo rio da cidade. Foi uma experiência muito diferente. Também é nesta localidade que se encontra a cascata mais larga da Europa de que gostámos imenso. 


A Letónia é um país cheio de natureza, e muitas das atividades que desenvolvemos foi contactando o ambiente, nomeadamente zonas e espaços protegidos ligados à água. Visitámos, assim, o centro educacional da natureza de Liepaja e participámos numa atividade de observação de aves e microrganismos que estavam presentes nas plantas e na água do lago. Gostámos muito, e foi importante conhecer como cuidam da vida naquele habitat aquático.  


Durante a nossa estadia por Liepaja, ocorreu o primeiro dia de aulas da escola. Houve uma cerimónia na qual participámos para celebrar o novo ano escolar. Foi muito interessante conhecer a realidade de uma escola naquela zona da Europa. A escola tinha uma estrutura e organização muito diferente da nossa. 


Na escola participámos, ainda, numa aula de Química onde fomos desafiados a analisar a qualidade da água. Foi interessante a partilha e o conhecimento entre todos até porque muitos dos alunos não eram da área das ciências.


Durante a mobilidade ficámos a residir com famílias de acolhimento. Foi uma experiência muito enriquecedora, porque pudemos vivenciar como é a vida de um adolescente e de uma família naquela cidade e na Letónia; quais os seus hábitos, costumes e o dia-a-dia, e como é a vida académica dos estudantes.


A cidade de Liepaja é conhecida por ser a cidade da música da Letónia. E obviamente a música tinha de fazer parte da nossa experiência. Fomos conhecer uma organista da cidade que toca o órgão mecânico mais antigo do mundo (órgão de tubos). O grupo teve a oportunidade de tocar algumas notas musicais, algo que foi aproveitado de forma entusiasmada por alguns alunos.



A Letónia foi, durante mais de cem anos, parte do Império Russo. Em Liepaja, existia uma zona militar russa, chamada Karosta. No último dia fomos visitar essa zona. De manhã fomos a uma prisão da época, que posteriormente foi usada pelos nazis e pela União Soviética. Nessa visita, percebemos como eram tratados os prisioneiros. 


À tarde, realizámos uma atividade de “Escape Room” em antigos bunkers russos. Foram duas experiências exigentes do ponto de vista emocional, mas únicas e que nunca vamos esquecer. 


Nesta mobilidade, conhecemos pessoas de vários países (Itália, Letónia e Turquia). Fizemos amizades que esperamos que durem durante muitos anos. Entrámos em contacto com diferentes culturas e diferentes maneiras de ver o mundo e a própria vida. Foi uma semana incrível, que nunca esqueceremos, onde aprendemos coisas que levaremos para a vida. Trabalhámos a questão da água e como os diferentes países estão a encarar e a tratar este bem precioso.


Por fim, queremos agradecer aos professores e aos nossos colegas da Letónia, por terem planeado esta semana incrível, às famílias de acolhimento pelo excelente acolhimento e a todos os professores e alunos envolvidos na mobilidade por fazerem desta experiência algo marcante e inesquecível.



                        André Caetano e Martim Gonçalves


quarta-feira, 18 de dezembro de 2024

Stop Increasing Climate Changes on Earth

Erasmus+, Catânia, 1-7 de dezembro de 2024


No dia um de dezembro de 2024 embarcámos (eu, André Caetano, a diretora Maria Celeste Sousa, o professor Luís Colaço e os meus colegas Taran Stephenson e Martim Gonçalves) numa viagem inesquecível a Catânia, na Sicília. Foi uma experiência completamente extraordinária.



Eu e os meus colegas ficámos em famílias de acolhimento. É uma experiência muito interessante e enriquecedora. Vimos como é o dia-a-dia de uma família diferente da nossa, tanto em termos culturais como de hábitos. É algo indescritível que me mudou, pelo menos a mim, enquanto pessoa, que nos faz abrir os horizontes sobre o que é a vida e, no nosso caso, a adolescência. Foi como se passasse a ter uma segunda família da qual nunca me vou esquecer.

Visitámos diversos lugares históricos, como o Castelo Maniace, a Catedral e o Banho Hebraico, em Siracusa. Todas estas visitas enriqueceram os nossos conhecimentos histórico e pudemos ver pelos próprios olhos que a Sicília é uma ilha cheia de história, por ter (e termos visitado) vestígios de Gregos, Romanos e outros.


A gastronomia foi outro dos pontos fortes da visita. A coisa que é mais emblemática da cozinha Siciliana é o uso do pistachio (por mim tão amado) em tudo. Mas mesmo tudo! Na pizza, na pinza, no arancino (delicioso frito típico), nos doces, na massa (ou pasta, como eles lhe chamam).

Foi, também, deveras fascinante ver a realidade do que é uma escola noutro país. A escola e o sistema de ensino são muito diferentes do nosso. Há apenas aulas durante a manhã, incluindo ao sábado. Não há refeitório na escola. Existem muitos testes orais, que não são apresentações mas mesmo testes, durante os quais um aluno, de cada vez, tem de ir explicar a matéria da disciplina para a turma.

O tema do nosso projeto era o ambiente e as alterações climáticas. Por isso, fizemos diversas atividades relacionadas com o tema. A primeira foi a apresentação dos trabalhos (cada comitiva tinha um). Fizemos a análise da água de um rio e do mar de uma praia que visitámos. Assistimos a uma palestra de especialistas em alterações climáticas da Universidade de Catânia. Por último, no penúltimo dia, visitámos o departamento de Medicina da Universidade de Catânia, onde vimos os laboratórios onde se fazem as análises de água.

Visitámos, também, o Etna, que é o maior vulcão da Europa e um símbolo emblemático da ilha. A visita foi muito agradável devido às lindas paisagens e vestígios vulcânicos observados. Houve, ainda, espaço para muita diversão, com uma luta de bolas de neve.


 
Por último, mas igualmente importante, conhecemos e fizemos boas amizades com pessoas de vários países, que são os outros países do nosso projeto: Letónia, Turquia e Itália. Foi muito interessante, pois tivemos um enriquecimento cultural muito grande, pois contactámos com pessoas muito diferentes de nós, que provêm de culturas muitos diferentes da nossa. É sempre divertido compartilharmos informações e curiosidades acerca dos nossos países e aprendermos mais sobre os outros e os seus países.

André Caetano, 11.ºF1, N.º1.