O AENSM voltou a revalidar, em 2024/2025, a distinção como Eco-Agrupamento, o que significa que todas as escolas que o integram receberam o galardão da Bandeira Verde. Esta atribuição é feita pela ABAAE – Associação Bandeira Azul de Ambiente e Educação, no âmbito do Programa Eco-Escolas, que reconhece e premeia os estabelecimentos de ensino que se destacam pelo seu trabalho na promoção da sustentabilidade e da proteção do ambiente.
A cerimónia de entrega das Bandeiras Verdes decorreu este ano, em Paredes, e contou com a presença de quatro alunos do AENSM, acompanhados pelos professores Carla Abreu e Carlos Assunção, coordenadores do Programa Eco-Escolas na ESSMO e na EDNAP, respetivamente.
Este reconhecimento é fruto do trabalho contínuo desenvolvido por toda a comunidade educativa, que ao longo do ano se envolveram em projetos e atividades ligadas a diferentes temáticas relacionadas com o ambiente (resíduos, energia, água, alterações climáticas, alimentação saudável, biodiversidade, espaços exteriores…) e conta com o apoio do Município de Tomar.
Ser Eco-Agrupamento não é apenas uma distinção simbólica: é um compromisso com a educação ambiental e com a construção de um futuro mais sustentável. O AENSM reafirma, assim, a sua missão de formar cidadãos conscientes e responsáveis, capazes de agir em prol do planeta.
No passado dia 5 de junho, 44 alunos do 7.º ano da Escola D. Nuno Álvares Pereira participaram numa enriquecedora visita de estudo, no âmbito das atividades do Clube do Ambiente, dinamizado pelo professor Carlos Assunção, com a colaboração dos professores Ivone Assunção e Jorge Estrela.
A atividade teve como principal objetivo a exploração da geologia local, com destaque para os fósseis marinhos da Milheira, como amonites, belemnites, braquiópodes e bivalves, datados do Jurássico.
Outro ponto de referência foi, junto à estrada de Casal Cordeiro, um afloramento de calcários com vestígios de limonite (mineral de óxido de ferro e titânio), resultantes dos processos geológicos e geoquímicos que ocorreram após a deposição dos sedimentos marinhos e durante a sua transformação em rocha (calcários).
Ao longo dos trilhos percorridos, os alunos tiveram ainda oportunidade de atravessar a Ponte Romana da Póvoa e caminhar sempre junto ao rio Nabão, escutando atentamente o som relaxante do rio e das suas ribeiras afluentes, e usufruir de um tempo de lazer e convívio na praia fluvial do Sobreirinho.
O percurso teve ainda como ponto de referência a histórica fábrica de Papel do Prado, servindo de ponto de partida e chegada para um dia marcado pelo contacto com a natureza, a aprendizagem no terreno e a valorização do património natural e cultural da região.
Esta iniciativa reforça a importância da educação ambiental e do conhecimento científico, promovendo uma ligação mais consciente e responsável com o meio envolvente.
Prof. Carlos Assunção, Ivone Assunção e Jorge Estrela
No passado dia 14 de abril, a Biblioteca Municipal de Tomar foi palco da XII Minicimeira da Terra, uma iniciativa que envolveu mais de 150 alunos de 7 turmas do 8.º ano, da Escola D. Nuno Álvares Pereira, no âmbito da disciplina de Ciências Naturais.
Esta atividade teve como principal objetivo sensibilizar os alunos para os desafios ambientais da atualidade, promovendo a reflexão crítica e a ação consciente em prol do planeta. Através de uma articulação entre saberes, os estudantes puderam expressar o seu compromisso com o futuro sustentável de forma original e participativa.
O evento destacou-se também pela abordagem de temas ligados à Sustentabilidade e à Proteção Ambiental, numa perspetiva multidisciplinar e criativa. Para além das apresentações científicas, a Minicimeira incluiu recitais, canções e coreografias desenvolvidas nas disciplinas de Inglês, Cidadania e Desenvolvimento e Complementos à Educação Artística.
A XII edição da Minicimeira da Terra reforça, assim, a importância da educação ambiental nas escolas e do envolvimento ativo dos jovens na construção de um mundo mais equilibrado e responsável.