quarta-feira, 10 de junho de 2020

A Doença da Terra

“Quem habita este planeta não é o Homem, mas os homens. A pluralidade é a lei da Terra.” 

Hannah Arendt (filósofa alemã, séc. XX)


Nunca como agora, nestes tempos difíceis de combate à terrível pandemia da Covid-19, foi tão importante celebrar a Terra e a sintonia dos homens que dela usufruem, cuja pluralidade torna mais rica, mas muito mais desafiante a tarefa.

Foi assim que nasceu a ideia de comemorar o Dia Mundial da Terra, numa sintonia de homens: alunas e alunos de algumas turmas de 7º Ano, com as suas professoras de Português, Ciências Naturais e Cidadania e Desenvolvimento.

No âmbito da disciplina de Português, os alunos puseram em prática os conhecimentos que tinham acabado de adquirir sobre o género dramático da Literatura e produziram textos muito interessantes, que ilustraram em Cidadania.

Ora leiam e apreciem!
Prof.ª Ana Cristina Sousa

A Doença da Terra

(Cenário: O fundo encontra-se totalmente escuro, com pequenos pontos luminosos que simbolizam estrelas.)
(Entram duas personagens. Uma pessoa vestida de Planeta Terra e outra de Planeta Vénus. Encontram-se no meio do palco e dão um grande abraço, como se não se vissem há muito tempo.)

Cena I

Terra: Olá, meu grande amigo, como tens passado?

Vénus: Muito bem e tu? Como tens passado?

Terra: Se queres que te diga, ando a passar um mau bocado.

Vénus: Então o que tens?

Terra (triste): De vez em quando dá-me umas dores de barriga que tu nem imaginas. Agora têm sido cada vez mais fortes e contínuas.

Vénus: E porque não vais ao médico?

Terra: Claro! Porque não pensei nisso antes? É isso mesmo que eu vou fazer. Obrigada. Aiiiii! (contorcendo-se, apertando a barriga com os braços.)

Vénus (preocupado): O que foi?

Terra: Nada, só mais uma dor de barriga.

Vénus: Isso está mesmo mau, tens mesmo de ir ao médico! Queres que vá contigo?

Terra: Não, não é preciso eu vou sozinha, mas obrigada na mesma.

Cena II

(Entra uma pessoa vestida de Sol)

Sol: Olá, Terra, disseram-me que estavas com dores de barriga?

Terra: Sim, é verdade, senhor doutor. Eu gostava que visse o que eu tenho para me livrar destas dores de uma vez por todas.

Sol: Ok. Então vamos lá, deita-te aqui. (começou a examiná-la.) 

(Ao lado do Sol estava uma cama de Hospital)

Sol: Querida amiga, já sei o que tens. Tu tens um caso raro de popolupuipiçãopão.

Terra: Desculpe, mas tenho o quê?

Sol (solta uma risada discreta):  Um caso raro de poluição.

Terra: Mas isso é o quê mais concretamente, senhor doutor?

Sol: Digamos que tens dentro de ti uns “humanuzinhos” que te estão a poluir por dentro. Digamos que os “humanuzinhos” estão a fazer-te muito mal e a provocar-te essas terríveis dores de barriga. Percebes?

Terra: Sim, percebo, senhor doutor. Mas como é que me livro desta doença, senhor doutor? 

Sol: Então, para te livrares dessa doença, tens de tomar este comprimido e esperar um pouco. O que o comprimido faz é dar um alarme aos “humanuzinhos”, que estão a fazer demasiada poluição. Se pararem, volta tudo ao normal e deixas de ter as dores de barriga.

Terra (depois de engolir um comprimido pequeno e redondo): Obrigada, senhor doutor sinto-me muito melhor.
Clara Martins - 7ºG

terça-feira, 9 de junho de 2020

O Planeta Terra

“Quem habita este planeta não é o Homem, mas os homens. A pluralidade é a lei da Terra.” 

Hannah Arendt (filósofa alemã, séc. XX)


Nunca como agora, nestes tempos difíceis de combate à terrível pandemia da Covid-19, foi tão importante celebrar a Terra e a sintonia dos homens que dela usufruem, cuja pluralidade torna mais rica, mas muito mais desafiante a tarefa.

Foi assim que nasceu a ideia de comemorar o Dia Mundial da Terra, numa sintonia de homens: alunas e alunos de algumas turmas de 7º Ano, com as suas professoras de Português, Ciências Naturais e Cidadania e Desenvolvimento.

No âmbito da disciplina de Português, os alunos puseram em prática os conhecimentos que tinham acabado de adquirir sobre o género dramático da Literatura e produziram textos muito interessantes, que ilustraram em Cidadania.

Ora leiam e apreciem!
Prof.ª Ana Cristina Sousa

O Planeta Terra

Personagens: 
Planeta Terra
Extraterrestre

1º Ato

Cena I

(O planeta Terra diz para consigo.)

Terra: Ah! Que sozinha que eu estou! Nem quem vive em mim se lembra que eu existo! Se ao menos tivesse alguém com quem falar, desabafar... 
A atmosfera está cheia de gases tóxicos, as minhas águas estão poluídas, os Homens destroem as florestas, sinto-me doente e triste, porque os humanos que vivem em mim, me destroem. Ah! Se ao menos alguém reparasse em mim. 

Cena II

Terra e Extraterrestre


(Nesse preciso momento, a Terra vê uma nave a aproximar-se)

Terra: Hum, que estranho, que nave é aquela que se aproxima?

(A nave aterra sem causar danos e dela sai um ser brilhante.)

Extraterrestre: Saudações. Eu sou um viajante galático, que anda de planeta em planeta. É uma honra finalmente poder visitar a Terra!

Terra: Mas com quem será que ele está a falar? Não está ninguém aqui!

Extraterrestre: Estou a falar contigo, Terra.

Terra: Comigo? Mas tu consegues ouvir-me?

Extraterrestre: Claro que sim. Sabes, eu venho de um sítio em que todos têm o dom de comunicar com outros planetas.

Terra: Mas isso é fantástico! Aposto que os ajudam muito.

Extraterrestre: A maior parte da minha espécie desperdiça o seu dom e não o aproveita. Sou um dos poucos que partiu para ajudar outros planetas. Mas chega de conversa, estou aqui para te ajudar.

Terra: Como é que sabes que preciso de ajuda? O que sabes do que os Homens fizeram comigo? Do lixo que está dentro de mim? Da poluição das minhas águas e dos animais que todos os dias morrem? Sabes como me sinto? 
Sinto que sou um depósito de lixo e isso deixa-me doente… Todos os dias morro mais um pouco!

 Extraterrestre: Sabes, os Homens julgam-se muito inteligentes, julgam-se poderosos, pensam que têm muito poder tecnológico, mas na maioria das vezes são insensíveis, não pensam, e vivem em guerra.
 Se continuarem a agir dessa maneira, chegará o dia em que a água potável se irá esgotar, em que haverá fome e doenças terríveis. Só nessa altura é que darão valor à VIDA.

Terra: Como pensas ajudar-me? Sabes que há muito para fazer e que os Homens não querem esforçar-se … A não ser que…

(A Terra aproxima-se do Extraterrestre, olham-se por momentos e depois ela diz-lhe algo ao ouvidos. Os dois sorriem.)

Extraterrestre e Terra: Sim! Vamos tentar salvar o mundo.

António Carvalho – 7ºA

segunda-feira, 8 de junho de 2020

Um imenso vazio

Mafalda:
Faltam-nos as palavras.
Sobra-nos um imenso vazio.
Já não estás aqui...

domingo, 7 de junho de 2020

Ariana e a Terra

“Quem habita este planeta não é o Homem, mas os homens. A pluralidade é a lei da Terra.” 

Hannah Arendt (filósofa alemã, séc. XX)


Nunca como agora, nestes tempos difíceis de combate à terrível pandemia da Covid-19, foi tão importante celebrar a Terra e a sintonia dos homens que dela usufruem, cuja pluralidade torna mais rica, mas muito mais desafiante a tarefa.

Foi assim que nasceu a ideia de comemorar o Dia Mundial da Terra, numa sintonia de homens: alunas e alunos de algumas turmas de 7º Ano, com as suas professoras de Português, Ciências Naturais e Cidadania e Desenvolvimento.

No âmbito da disciplina de Português, os alunos puseram em prática os conhecimentos que tinham acabado de adquirir sobre o género dramático da Literatura e produziram textos muito interessantes, que ilustraram em Cidadania.

Ora leiam e apreciem!
Prof.ª Ana Cristina Sousa

Ariana e a Terra

Personagens:

Ariana; Planeta Terra; Estrela Luna

(A cena passa-se no espaço, no planeta Terra – prado verdejante.)

Uma chuva de estrelas surge e Ariana, uma menina extraterrestre, decide aproveitar e dançar com as estrelas cadentes e descer até à terra.

Terra (Radiante) – Uau! Novamente uma noite maravilhosa! Adoro esta chuva de estrelas! (de repente, fica intrigada) Mas… (pausa) que estrela aquela, tão estranha…

Ariana – Iupi! Iupi! Fabuloso! Adoro este carrossel!

Estrela Luna - Tem cuidado, Ariana, segura-te bem, se não ainda podes cair.

Ariana (Gritando) – Não te preocupes. Se cair, cairei num planeta lindo, verde e azul.

(de repente, um solavanco maior e a Ariana solta-se da cauda da estrela Luna.)

Estrela Luna (gritando, aflita) – Ariaaana!!! Ariaaana!!!

Ariana (feliz) – Não te preocupes, Luna, irei cair bem.

Terra (aflita seu saber o que fazer) – Ai, ai, ai, que vem ali na minha direção.

Ariana – Terra linda, aqui vou eu!

Nesse momento Ariana cai num prado coberto de margaridas e mesmo em cima de uma ovelha fofinha coberta de lã branca.

Ariana (abrindo os olhos) – Ai meu Deus, estou no céu! Mesmo no meio de uma nuvem!

Terra (movendo-se devagarinho) – Menina, menina, que raio de coisa foi esta de te largares da cauda da estrela cadente?

Ariana (curiosa) – Mau, alguém falou para mim? (falando para os seus “botões”) Se estou no céu, quem está a falar para mim? Esta nuvem?

Entretanto a ovelha, sobre a qual a Ariana tinha caído levantou-se e começou a andar.

Ariana (com medo) – Para, para! O que é isto?

Terra (já um pouco aborrecida) – Ó menina, tu ainda não percebeste que estás em cima de um animal que estava a fazer o seu descanso noturno?

Ariana - Mas quem fala para mim?

Terra – Eu! A terra, aquela que tanto desejavas conhecer.

Ariana (com curiosidade e amável) – Aquele planeta verde e azul lindo que todos os dias ansiava conhecer?!

Terra – Esse mesmo! Estás na terra, mais precisamente num campo de margaridas com um rebanho de ovelhas que estavam a dormitar.

Ariana – Que bom! (radiante) Tu és linda! Posso correr e saltou aqui? Posso deitar-me sobre estas flores tão pequenas, mas também tão bonitas?

Terra (compreensiva) – Sim, podes! (mudando de tom) Mas, atenção, não faças como os meus humanos, que só me destroem.

Ariana (incrédula) – Destroem? Como assim? Como podem destruir um planeta tão lindo?

Terra (triste) – Com muita poluição.

Ariana – E tu deixas?

Terra – Já não tenho força para o impedir. (concluindo) Mas descansa, em breve todos os humanos terão a certeza que com os seus atos só se prejudicam. O mundo nunca mais voltará a ser o mesmo.

Clara Martins Gomes - 7ºC

sábado, 6 de junho de 2020

Cozinhar em família

No âmbito do Programa Eco-Escolas foi proposto aos alunos a realização de um vídeo, onde preparassem pratos saudáveis e sustentáveis.

Aceitaram o desafio os alunos Carlota Fernandes do 8ºE, João Almeida do 8ºE, Margarida Vieira do 9ºF e Inês Sousa do 9ºI.

Estão de parabéns estes alunos que nestes tempos atípicos aceitaram o desafio!

Ficam aqui os links das refeições preparadas. Experimentem!

- Carlota Fernandes -

- João Almeida -

- Margarida Vieira - 

- Inês Sousa -