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segunda-feira, 31 de março de 2025

Alunos de Artes no CAM e MUDE

Visita de estudo ao CAM (Centro de Arte Moderna), da Fundação Calouste Gulbenkian, e ao MUDE (Museu do Design)

No dia 13 de março, os alunos das turmas 10.º C, 11.º C e 12.º C, visitaram o CAM e o MUDE, em Lisboa.

Durante a manhã, inicialmente soalheira, as turmas tiveram visitas guiadas ao Centro de Arte Moderna, da Fundação Calouste Gulbenkian, agora profundamente remodelado, na sua estrutura interior e exterior. No exterior, destacam-se os renovados jardins, ampliando a área preexistente, depois da aquisição de terrenos contíguos, que pertenciam à Fundação Eugénio de Almeida. 

No entanto, é a fabulosa pala, que permitiu uma nova frente, ou fachada para o CAM, da autoria do premiado arquiteto japonês Kengo Kuma, que sobressai. Fabulosa pela envergadura e ligação cenográfica ao jardim, pelas soluções técnicas aplicadas e dimensão estética e plástica, sem dúvida, mas, também, pelo simbolismo associado à interculturalidade. De facto, a notável estrutura, tem raízes na arquitetura e cultura nipónicas. Aqui, importa lembrar que os portugueses foram os primeiros europeus a chegar ao sul do arquipélago japonês, mais exatamente a Tanegaxima, no ano de 1543.


O CAM foi criado em 1956, como espaço para acolher uma coleção de arte moderna e contemporânea. A sua coleção tem a maior representação de artistas portugueses do século XX e XXI.

Guiados por arquitetos que fizeram parte da grande equipa de especialistas que levou a cabo a remodelação do CAM, os alunos fruíram de novos conhecimentos e dos belíssimos espaços interiores e exteriores da sempre notável instituição que é a Fundação Calouste Gulbenkian.



No período da tarde, as turmas visitaram o Museu do Design (MUDE), na rua Augusta, principal artéria da Baixa Pombalina, obra emblemática de renovação urbanística, moderna e racional, na segunda metade do século XVIII, após a tragédia de 1755.


O MUDE funciona na antiga sede do BNU (Banco Nacional Ultramarino) e, nos seus vários andares, está exposta uma das mais importantes coleções de design e de moda, a nível internacional. Conta com 1200 peças de alta-costura, que representam algumas das vanguardas mais marcantes do século XX. Tem, também, cerca de 1000 objetos de mobiliário e utilitários de design.

Os alunos puderam ver e apreciar a exposição de longa duração do MUDE, de 1900 até ao presente, na contemplação e reflexão sobre o valor dos objetos (peças de produto, moda, gráfico e joalharia contemporânea) no nosso quotidiano, bem como na importância e no papel que o design tem em Portugal e no mundo, dando respostas às necessidades que a evolução das sociedades impõe.


Foi uma belíssima viagem por um espaço que é memória e preservação de património e onde nos interrogamos “Para que servem as coisas?”, o título da exposição.


quarta-feira, 8 de fevereiro de 2023

Visita de estudo a Lisboa - 9º ano

Padrão dos Descobrimentos e Torre de Belém

Os dias inquietos, longos e fastidiosos da pandemia já parecem longínquos, agora que recuperámos a liberdade de andar por aqui e por ali, afastados das severas restrições impostas pela Direção-Geral de Saúde. E das malfadadas, mas essenciais, máscaras de proteção.

“Janeiro sem frio não é janeiro”, como diz o aforismo popular. E foi exatamente assim no dia 30 de janeiro. Como bandos de pássaros nas migrações para Sul, as turmas do 9.º ano do Agrupamento viajaram até Lisboa, numa visita de estudo organizada pelos professores de História e de Português. 


O entusiasmo dos jovens era tanto que o vento cortante de janeiro foi um pormenor a povoar as memórias da caminhada. Tudo o mais era mais importante.

A parte da manhã foi dedicada à viagem pelo tempo histórico, na visita a dois monumentos emblemáticos da cidade de Lisboa e do país: o Padrão dos Descobrimentos e a Torre de Belém. 


As gaivotas rasavam as águas do Tejo, ponto de partida dos navegadores portugueses para as inúmeras e temerárias viagens “até ao fim do Mundo”, enquanto os alunos preenchiam, em trabalho colaborativo, um guião-roteiro relativo aos dois monumentos, organizado pelos professores de História. 


Entre um dedo de conversa, um encantamento pelo absoluto ou pela brevidade das coisas, e a procura da resposta certa, captaram o momento, os pormenores que consideraram os mais motivadores dos monumentos e da jornada, em centenas de fotografias.


Ida ao teatro - Auto da Barca do Inferno

No começo da tarde, as turmas assistiram ao Auto da Barca do Inferno, de Gil Vicente, considerado o pai do teatro português. A atividade, organizada pelos professores que lecionam a disciplina de Português, teve lugar no Auditório do Centro Social de Santa Joana Princesa, e esteve a cargo da Companhia Instantes de Aplauso. Para muitos, era a estreia nas idas ao teatro. Daí, o bom alvoroço que se vivia na sala, muito antes dos atores iniciarem a representação da peça. E, tal como todos antecipavam, nesse tempo de espera, exerceu um grande poder de atração sobre a plateia, que reagia galvanizada a esta ou aquela diatribe, a uma palavra ou expressão mais ousada. A atuação da companhia mereceu um grande aplauso.


Gil Vicente foi dramaturgo na corte portuguesa, onde viveu cerca de 35 anos, na primeira metade do século XVI.  Escrevia e encenava as suas peças, além de organizar as Festas Reais. Foi também poeta e é, provavelmente, o autor da Custódia de Belém, considerada a obra-prima da ourivesaria portuguesa.

O Auto da Barca do Inferno foi representado pela primeira vez, em 1517. A ação passa-se num ancoradouro, onde dois barqueiros, um Anjo e um Diabo (personificando o Bem e o Mal) esperam os passageiros (o fidalgo, o sapateiro, a meretriz, o parvo, o juiz….) para a última viagem: para o Céu ou para o Inferno. O “bilhete” para a “viagem” dependia das ações que cada personagem tinha tido na vida terrena. A peça é uma sátira, uma crítica fortíssima à sociedade da época, o “século de ouro” de Portugal.


Merece um destaque especial o facto de a obra mais famosa de Gil Vicente, A Farsa de Inês Pereira, ter tido a sua primeira representação no Convento de Cristo, em Tomar, no ano de 1523, em honra “do muito alto e mui poderoso rei D. João, o terceiro do nome em Portugal” (D. João III). A propósito de arte e de cultura, este monarca financiou a construção do fabuloso claustro principal do monumento, que tem o seu nome, e a Ermida de Nossa Senhora da Conceição, obras-primas da arte renascentista em Portugal.


Com esta viagem, e as que se fizeram dentro dela, o mundo de cada um e de cada uma ficou muito maior, mais rico e plural.


terça-feira, 27 de fevereiro de 2018

Visita de estudo a Lisboa

No passado dia 22 de fevereiro,o nosso grupo, constituído por dez alunos e três professoras do Agrupamento Nuno de Santa Maria, viajou de comboio até Lisboa.


O objetivo principal foi conhecer o Oceanário, no Parque das Nações, onde também andámos no teleférico.

Visitámos outros pontos da capital, utilizando o metro, tais como o Rossio e a Praça do Comércio.


Gostámos muito deste passeio!
 Mónica Oliveira - 10ºD