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quinta-feira, 12 de março de 2026

«E em vez do medo»

Exposição

O medo é uma entidade (emoção natural e instintiva) tão antiga como a Humanidade e um hóspede sedentário na casa da criação. Entra pela sala dentro sem bater à porta, apodera-se do pensamento e perscruta, em silêncio, quem ousa inventar e reinventar o mundo. É uma presença acéfala e ambígua, como uma sombra que acompanha o artista quando a imaginação, primeiro, e depois, a obra começam a crescer, a tomar forma. Criar é mostrar-se. É pôr de lado as máscaras do silêncio e permitir que o interior de cada um e de cada uma se torne visível, expondo a identidade e a essência, o mundo mais profundo e íntimo de cada ser.


 

O artista sabe que a obra não é apenas o resultado de um exercício técnico – é uma revelação. Quem cria aprende, pouco a pouco, que não é necessário expulsar o medo. É preciso atravessá-lo. Abracemos, pois, as palavras sábias de Marta Bernardes “...não buscamos negar o medo, mas transfigurá-lo”. E essa peregrinação comporta hesitações, dúvidas e avanços, ora tímidos ora impetuosos. O medo impede a repetição, o minimalismo. E lembra ao artista que o ato de criar é sempre um risco. Possibilita a aceitação plena e a rejeição.


O medo empurra cada artista para caminhos e territórios onde ainda não esteve e obriga-o a experimentar, a errar, a recomeçar. A destruir e a reconstruir. Ele nunca desaparece completamente. Surge sempre que um novo projeto começa, sempre que uma ideia solicita forma, uma estrutura. Mas já não é um visitante ameaçador. É quase um companheiro de viagem, lembrando ao artista que cada criação importante nasce na fronteira entre o conhecido e o desconhecido. Em suma, o medo é retração e catapulta.


Neste contexto, e tendo o medo por companheiro no processo criativo, a turma C, do 12.º ano, foi a protagonista de uma atividade pluridisciplinar, realizada no Polivalente da ESSMO, no dia 4 de março, em que associou trabalhos realizados nas disciplinas de Desenho, Oficina de Artes e Português. Na disciplina de Desenho, foram tratadas duas unidades de trabalho: a primeira, o “cadavre exqui” e, na segunda, o movimento, o ritmo e o tempo no Desenho. Em Oficina de Artes, a contenção e a tridimensionalidade, com a realização de múltiplas esculturas em barro, espelhando os medos que cada aluno considerou por bem abordar. Na disciplina de Português, foi feita a redação de textos alusivos ao medo e ainda a apresentação de performances de poemas de autores portugueses, selecionados pelos alunos.


 

A atividade realizada integra a 2.ª Bienal Cultura e Educação, do Plano Nacional das Artes, cujo tema é “E em Vez do Medo?”.

José Manuel Sobral


O medo no pensamento e nas obras executadas pelos alunos.

“Voa para onde te sintas mais seguro”

“Pode haver muitas razões que nos fazem sentir medo, a minha escultura representa o que nós podemos fazer quando sentimos medo, apanhar um voo e “voar” para longe dele, para qualquer sítio que nos faça sentir seguros. (...) E em vez do medo, escolhi estar onde me sinto mais livre.
Tomás Kay

Esperançoso



“O medo é aquela sensação que surge quando somos impedidos de cumprir algo. Ao esculpir um trevo de quatro folhas em cada olho, pretendi transmitir que a esperança e o sonho têm o poder de encorajar. E em vez do medo, escolhi a esperança, a vontade, o sonho.”

Maria Beatriz Almeida

As expressões do riso



“Medo, sensação de desconforto, receio perante algo (...) Os sorrisos, as gargalhadas, o choro de tanto rir, um mostrar de dentes e uma boca aberta fazem parte do meu dia a dia e utilizo-os como ferramenta para enfrentar as inquietações. (...) Espero que cada espetador encontre, no meu busto, um refúgio e uma forma diferente de interpretar a sua inquietação. E em vez do medo, escolhi o riso.

Duarte Xavier

Coragem

O medo é um sentimento que nos impede de sair da nossa zona de conforto (...) No momento de superação é necessário usar métodos como o rir ou olhar para as pessoas próximas e ter a coragem de enfrentar as situações. Esta figura com vários olhos a olhar em diversas direções, representa os olhares das pessoas que nos julgam (...). E em vez do medo, escolhi a coragem.
Leonor Benedito

Confronto



O busto apresenta um aspeto diabólico, os chifres têm como significado a proteção, os olhos arregalados expressam todas as vezes que enfrentamos o medo. E em vez do medo, escolhi o confronto.

Inês Ventura

Coragem

O medo... uma emoção extremamente complexa e desafiante, muitas vezes, associada a algo que não conseguimos ultrapassar (...) a coragem por detrás de um olhar semicerrado, persistente e focado, a vitória que só a coragem lhe proporciona. E em vez do medo, escolhi a coragem.

Verónica Bernardo

Sentimento




(...) o medo, este sentimento que sufoca, que nos atormenta e apavora, o que vem depois dele? A esperança de ultrapassar e conquistar os medos. E em vez do medo, escolhi a esperança.


Carolina Calado






Medo, sensação de impotência,
Vulnerabilidade,
Falta de capacidade de desvalorizar
Ou enfrentar aquele obstáculo.
Ousar duvidar da hipótese de ultrapassar...
E deixar-se gradualmente consumir,
Optando por fingir
E existir uma serenidade que não existe,
Uma tranquilidade que persiste
Numa mente que te mente
E que se torna impotente.
E para além do medo?
Para além desse sufoco silencioso e poderoso,
A coragem avança, trémula, mas serena.
Desafiando o medo de forma plena,
Sem certezas ou segurança,
Mas mantendo a esperança,
Prossegue e avança,
Lutando pela mudança.
E no momento em que o medo cai
E descobre que perdeu,
A coragem sobressai,
Revelando que venceu.
Verónica Bernardo

segunda-feira, 29 de dezembro de 2025

Solidariedade no Natal

No âmbito da atividade do PAA - Projeto Jovens voluntários / solidários e em articulação com as disciplinas de Educação Moral Religiosa e Católica, Educação Visual, Educação Musical, Inglês, Cidadania e Português, alguns elementos das turmas do , , e anos do AENSM visitaram o CIRE e o Lar da Misericórdia, nos dias 15 e 16 de dezembro, respetivamente.


Os alunos cantaram algumas canções de Natal, declamaram poemas e entregaram cartões de Boas Festas elaborados por eles.


A atividade decorreu em grande harmonia entre os utentes das duas instituições e os alunos e professoras, mostrando que não há barreiras físicas e sociais para a participação das pessoas com deficiência ou mais idosas.


A sociedade e a Escola devem promover o respeito, diversidade e  inclusão de todos, bem como  ajudar os mais novos a refletir sobre o respeito e proteção das pessoas mais vulneráveis.


A comunidade que representou o AENSM reafirma o seu compromisso, não só com a construção de uma cultura de respeito mútuo, mas também pela aceitação da diversidade, mostrando que é possível edificar uma sociedade mais humana, solidária e  inclusiva.



sexta-feira, 20 de outubro de 2023

Dia Mundial da Alimentação

No âmbito da Flexibilidade Curricular, integrando as disciplinas de Português, Francês, Espanhol, Geografia, Área de Integração, História da Cultura das Artes e Educação Física, os alunos dos Cursos Profissionais de Turismo e Multimédia do 12.° ano, fizeram pesquisas, em grupo, sobre o início desta efeméride, a importância de uma boa alimentação, a alimentação das famílias portuguesas e dos jovens, a agricultura sustentável e a importância da prática de exercício físico e de uma alimentação saudável.

Exposição na sala Polivalente

Para além disto, pesquisaram pintores cujas obras representam alimentos, assim como poemas de autores portugueses que referem esta temática.

Os alunos do C. Profissionais (12º ano)

O produto final foi uma apresentação em PowerPoint assim como uma exposição de cartazes, tendo estado patentes no átrio e na sala do aluno da Escola Secundária Santa Maria do Olival.

quinta-feira, 18 de maio de 2023

Alunos do 10ºG visitaram a Rádio Cidade de Tomar

No dia 5 de maio, dia Mundial da Língua Portuguesa, os alunos do 1º ano dos Cursos Profissionais de Técnico de Multimédia e de Técnico de Turismo (10ºG) foram visitar a Rádio Cidade de Tomar, no âmbito das disciplinas de Área de Integração, Português e Cidadania.

A visita de estudo tinha como principal objetivo dar a conhecer o funcionamento de uma rádio aos alunos.


À chegada ao estúdio da Rádio, os alunos foram recebidos calorosamente por um dos locutores permanentes, o Sr. José António, que os convidou a assistirem à realização de um programa em direto. Assim, os alunos tiveram a oportunidade de poder conhecer uma rádio “por dentro”, visitaram os seus estúdios de onde as vozes saem e os acompanham diariamente. Os alunos foram percebendo que trabalhar na rádio requer conhecimento, responsabilidade, talento, mas também depende cada vez mais das novas tecnologias que ajudam e facilitam o trabalho destes profissionais de rádio.

Alguns alunos foram entrevistados e participaram em direto na emissão, respondendo a questões relacionadas com gostos musicais e interesses pessoais.

Posteriormente, visitaram o arquivo da rádio e conheceram algumas ferramentas outrora utilizadas e que hoje são consideradas obsoletas.

A visita terminou com uma breve passagem pela redação do Jornal Cidade de Tomar, onde foi explicado como, semanalmente, é preparado o jornal, escolhida a manchete e os títulos de cada secção.

Os alunos agradecem à Direção da Escola a possibilidade dada, ao locutor da rádio, Sr. José António e aos colaboradores do Jornal Cidade de Tomar pela disponibilidade mostrada ao longo de toda a visita que os enriqueceu.

prof.ª Verónica Ministro


quarta-feira, 8 de fevereiro de 2023

Visita de estudo a Lisboa - 9º ano

Padrão dos Descobrimentos e Torre de Belém

Os dias inquietos, longos e fastidiosos da pandemia já parecem longínquos, agora que recuperámos a liberdade de andar por aqui e por ali, afastados das severas restrições impostas pela Direção-Geral de Saúde. E das malfadadas, mas essenciais, máscaras de proteção.

“Janeiro sem frio não é janeiro”, como diz o aforismo popular. E foi exatamente assim no dia 30 de janeiro. Como bandos de pássaros nas migrações para Sul, as turmas do 9.º ano do Agrupamento viajaram até Lisboa, numa visita de estudo organizada pelos professores de História e de Português


O entusiasmo dos jovens era tanto que o vento cortante de janeiro foi um pormenor a povoar as memórias da caminhada. Tudo o mais era mais importante.

A parte da manhã foi dedicada à viagem pelo tempo histórico, na visita a dois monumentos emblemáticos da cidade de Lisboa e do país: o Padrão dos Descobrimentos e a Torre de Belém


As gaivotas rasavam as águas do Tejo, ponto de partida dos navegadores portugueses para as inúmeras e temerárias viagens “até ao fim do Mundo”, enquanto os alunos preenchiam, em trabalho colaborativo, um guião-roteiro relativo aos dois monumentos, organizado pelos professores de História. 


Entre um dedo de conversa, um encantamento pelo absoluto ou pela brevidade das coisas, e a procura da resposta certa, captaram o momento, os pormenores que consideraram os mais motivadores dos monumentos e da jornada, em centenas de fotografias.


Ida ao teatro - Auto da Barca do Inferno

No começo da tarde, as turmas assistiram ao Auto da Barca do Inferno, de Gil Vicente, considerado o pai do teatro português. A atividade, organizada pelos professores que lecionam a disciplina de Português, teve lugar no Auditório do Centro Social de Santa Joana Princesa, e esteve a cargo da Companhia Instantes de Aplauso. Para muitos, era a estreia nas idas ao teatro. Daí, o bom alvoroço que se vivia na sala, muito antes dos atores iniciarem a representação da peça. E, tal como todos antecipavam, nesse tempo de espera, exerceu um grande poder de atração sobre a plateia, que reagia galvanizada a esta ou aquela diatribe, a uma palavra ou expressão mais ousada. A atuação da companhia mereceu um grande aplauso.


Gil Vicente foi dramaturgo na corte portuguesa, onde viveu cerca de 35 anos, na primeira metade do século XVI.  Escrevia e encenava as suas peças, além de organizar as Festas Reais. Foi também poeta e é, provavelmente, o autor da Custódia de Belém, considerada a obra-prima da ourivesaria portuguesa.

O Auto da Barca do Inferno foi representado pela primeira vez, em 1517. A ação passa-se num ancoradouro, onde dois barqueiros, um Anjo e um Diabo (personificando o Bem e o Mal) esperam os passageiros (o fidalgo, o sapateiro, a meretriz, o parvo, o juiz….) para a última viagem: para o Céu ou para o Inferno. O “bilhete” para a “viagem” dependia das ações que cada personagem tinha tido na vida terrena. A peça é uma sátira, uma crítica fortíssima à sociedade da época, o “século de ouro” de Portugal.


Merece um destaque especial o facto de a obra mais famosa de Gil Vicente, A Farsa de Inês Pereira, ter tido a sua primeira representação no Convento de Cristo, em Tomar, no ano de 1523, em honra “do muito alto e mui poderoso rei D. João, o terceiro do nome em Portugal” (D. João III). A propósito de arte e de cultura, este monarca financiou a construção do fabuloso claustro principal do monumento, que tem o seu nome, e a Ermida de Nossa Senhora da Conceição, obras-primas da arte renascentista em Portugal.


Com esta viagem, e as que se fizeram dentro dela, o mundo de cada um e de cada uma ficou muito maior, mais rico e plural.


quarta-feira, 19 de outubro de 2022

Celebrar o Dia Mundial da Alimentação de uma forma diferente

No passado dia 16 de outubro celebrou-se o Dia da Alimentação e, não querendo deixar esta data tão importante por assinalar, no dia 17 de outubro (segunda-feira), celebrámos esta data.


Algumas alunas do 12ºA, em colaboração com a Área Disciplinar de Português, a Biblioteca Escolar e o projeto PES (e no âmbito também da cidadania), dirigiram-se, durante a hora de almoço, a alguns cafés e restaurantes da cidade de Tomar (Hanne Café, Bio Thomar, Comer com Amor) para dinamizar uma pequena atividade. 
 

Declamámos e musicámos poemas que abordassem, de alguma forma a alimentação, da autoria de alguns poetas portugueses.



Simultaneamente, os nossos colegas de Artes (12º A2,) no âmbito do projeto Artes +, ilustraram alguns poemas que podem ser vistos no bar da DNAP (Escola Nuno Álvares Pereira) e na ESSMO houve poemas e poesia sobre a alimentação à janela do refeitório!


 



Margarida Vieira (12º A1)
Raquel Rodrigues (12º A2)

quinta-feira, 14 de julho de 2022

Projeto "10 minutos a ler"

Ler sempre, em qualquer lugar



“Quem lê, lerá sempre mais e melhor, e ficará mais bem preparado para a vida.
É por isso que ler todos os dias é tão importante”.

Ciente da importância da leitura, neste ano letivo, o Agrupamento resolveu pôr em marcha o projeto “10 Minutos a Ler” e turmas do 2º e do 3º ciclo instituíram no seu quotidiano a atividade diária da leitura por prazer, seguindo o repto lançado pelo Plano Nacional de Leitura. No final, estudantes, professores e encarregados de educação mostraram a sua satisfação pela oportunidade que foi dada a muitos alunos de criarem ou desenvolverem o gosto de ler. 



Implementação do projeto

Tendo contactado, no site do Plano Nacional de Leitura, com o projeto “10 Minutos a ler”, já implementado em alguns agrupamentos do país, enquanto docentes de Português, propusemo-nos a implementar o projeto no Agrupamento Nuno de Santa Maria. Inicialmente, pretendia-se que fosse alargado a todas as turmas do 3º ciclo, uma vez que se aguardava o financiamento de 1000 euros, por parte do projeto Ler+, para a compra de livros a usar neste contexto, o que não veio a acontecer por se ter já esgotado a verba, aquando da apresentação da nossa candidatura. Assim, com receio de não haver suporte documental na biblioteca escolar para se proceder a tal generalização e de não se conseguir o apoio de todos os docentes, o que o poderia conduzir a um fracasso fatal, definiu-se a seguinte estratégia:
  • 1º - Implementar o projeto a título experimental, e de modo bastante simplificado, nas turmas do 8ºano.  
  • 2º - Depois de devidamente experimentado, procurar generalizá-lo a um maior número de turmas e/ou disciplinas. 
  • 3º - Procurar acompanhar o site do Plano Nacional de Leitura, de modo a identificar nova abertura de concurso para aquisição da verba acima referida, destinada à compra de livros de ficção para leitura recreativa por parte dos jovens (sobretudo livros cuja leitura não estivesse prevista nos programas de Português).

1º semestre – a experiência

Assim, foi definido que, no 1º semestre, o projeto consistiria na leitura silenciosa e recreativa, nos primeiros minutos das aulas de Português, de um livro à escolha do aluno (trazido de casa ou requisitado na biblioteca da escola). 
O projeto foi implementado em turmas do 8º ano e foi-se verificando que, lentamente, os alunos entravam, começavam a fazer silêncio, a abrir o seu livro e a lerem. E, ao fim de 3 semanas, a quase totalidade dos alunos conseguia integrar na sua rotina diária a leitura por prazer. 
Muitos deles começaram a terminar a leitura dos primeiros livros e a selecionar de imediato, e de forma autónoma, novos títulos. De referir que alguns destes alunos, quando foi iniciado o projeto, tinham afirmado que nunca tinham lido nenhum livro até ao fim, a não ser aqueles propostos para estudo nas aulas de Português. Na turma B, por exemplo, uma das turmas com uma boa qualidade de sucesso, 43% dos alunos disseram isso mesmo. 
Em algumas aulas, o período despendido com o projeto foi mais alargado, ultrapassando os 10 minutos e, algumas vezes, para além da leitura silenciosa, autónoma e individual, os professores implementaram outras atividades complementares com o objetivo de estimular a leitura no futuro. Assim, quando um aluno terminava a leitura de um livro, fazia, caso o desejasse, a sua apresentação crítica, oralmente, aos restantes colegas da turma. Noutras aulas, as professoras propuseram aos alunos que, do seu livro, selecionassem um excerto que tivessem achado interessante e, esporadicamente, eles próprios selecionaram livros recomendados pelo Plano Nacional de Leitura e fizeram a leitura de alguns excertos. Não existia um “menu único”, as circunstâncias e as características de cada turma foram ditando as escolhas.
Os professores das outras disciplinas, quando circulavam ocasionalmente pelos corredores, começaram a reparar no silêncio e na concentração dos alunos, mesmo aqueles conhecidos pela sua inquietude, nesses momentos de leitura e isso foi-lhes despertando alguma curiosidade.



2º semestre – o alargamento

No 2ºsemestre, demos conta aos restantes professores do sucesso da experiência e tentámos o seu alargamento, propondo que, por um lado, o maior número de novas turmas aderisse e, por outro lado, nas turmas do 8ºano já implicadas, fosse alargada a outras disciplinas, de modo a que os alunos tivessem mesmo a possibilidade de ler diariamente, organizando-se horários nos conselhos de turma de final de semestre.
A partir deste alargamento, o projeto passou a funcionar em 3 modalidades:
  • Modalidade 1 – Leitura feita apenas nas aulas de Português (a grande maioria das turmas - 5º E, 5º F; 6º E; 6º G; 7º A, 7º B, 7º D, 8º E, 8º F, 8º G, por exemplo)
  • Modalidade 2 – Leitura nas aulas de Português e, nos restantes dias da semana, nas aulas de outras disciplinas (aulas de 50+50 minutos) – um horário estabelecido em conselho de turma no final do 1º semestre (as turmas 8º A, 8º B, 8º C; 8º D; 9ºE, por exemplo)
  • Modalidade 3 – Leitura nas aulas de qualquer disciplina, segundo horário semanal previamente definido: 1ª semana, por exemplo, nas aulas do 1º tempo; na 2ª semana, nas aulas do 2º tempo e etc. (algumas turmas do 9ºano – 9ºB, 9ºD, 9ºF, por exemplo).
Paralelamente, foram estabelecidos vários contactos com a responsável nacional pelo programa e, em junho, o Agrupamento pretendia candidatar-se ao financiamento, dentro do Plano Nacional de Leitura, mas este concurso não abriu, uma vez que esta instituição aguardava a constituição de nova equipa, pois as suas Comissária e Subcomissária encontravam-se demissionárias. 

Avaliação final

Faça-se, então, uma avaliação final da atividade.
Podemos afirmar que, para a quase totalidade dos alunos, o projeto se revelou uma experiência muito agradável e útil, pois, se para uns, contribuiu para a aquisição de hábitos de leitura (muitos alunos, como foi acima referido, nunca tinham lido um livro de ficção fora do contexto dos programas de Português), para os que os já tinham, permitiu a sua consolidação e deu-lhes a possibilidade de despender mais tempo com as suas leituras recreativas.
A experiência de leitura foi/é /será sempre muito variável. Tivemos alunos a ler obras como Romeu e Julieta, O Retrato de Dorian Grey, Código Da Vinci, O Diário de Anne Frank
Tivemos alunos que nunca tinham conseguido ler até ao final nenhum livro de leitura recreativa, e que leram, este ano, 10 livros (O Diário de um Banana, é certo, mas o objetivo era começar). Tivemos alunos que já manifestaram preferência por um autor, outros com gostos ecléticos. Uns que leram 4, outros 5 e outros 10 livros.
A grande maioria trouxe os livros de casa e alguns encarregados de educação manifestaram o seu agrado por os seus educandos já lhes pedirem para comprar livros ou andarem, em casa e nas livrarias, a escolher o que queriam ler a seguir, coisa que não era habitual. Alguns encarregados de educação manifestaram também o seu agrado por ver os seus educandos continuarem a ler em casa.
Muitos alunos requisitaram livros pela primeira vez - a biblioteca escolar foi o segundo recurso mais utilizado. Afigurou-se-nos também muito interessante a partilha, o interesse e o empréstimo de livros entre os alunos, o que mostrou que o livro passou a ser também tema de conversa entre eles.
É claro que também há aqueles alunos que nunca tinham lido e que, nos dois semestres, se limitaram a ler 2 obras. Mas iniciaram a leitura e, se insistirem, pode ser que encontrem o livro que lhes desperte o gosto pela leitura. Mesmo contando com esses, podemos afirmar que, em média, se leram cerca de 4 a 5 livros nos dois semestres, o que foi bastante bom.
Mas, de um modo geral, podemos concluir que, com os “10 Minutos a Ler”, conseguimos promover nos alunos o hábito e gosto pela leitura, bem como a melhoria de competência e níveis de literacia. O ato da leitura, sobretudo quando feita no início da aula, conseguiu criar um ambiente de tranquilidade que acabou por contribuir também para a melhoria da atenção/concentração dos alunos.
Proposta para o futuro
Por tudo o que se expôs, propomos que se dê continuidade à atividade no próximo ano letivo, e, caso o Conselho Pedagógico do Agrupamento assim o entenda, se generalize a todas as turmas do 2º e 3º ciclos. Pensamos que, depois do sucesso da primeira experiência, não será difícil obter a aceitação da comunidade educativa.
Com um tempo mínimo pré-definido, na modalidade 2 ou na 3 (ou porque não, nas duas, dando a possibilidade de adaptação às turmas e ao facto de os professores se sentirem mais ou menos confortáveis com a adesão ao projeto?), implementemos “Os 10 ou os 15 minutos a ler”! Propomos que seja o órgão de gestão pedagógica a tomar essa decisão. E que os docentes do Agrupamento não tenham receio desses minutos! Basta pensar que, caso venham a constatar que, por qualquer motivo, a atividade não está a correr bem, haverá sempre a possibilidade de a alterar ou até mesmo de lhe pôr fim. Mas há que experimentar!

Rosa Lopes
Virgínia Brito


terça-feira, 29 de março de 2022

Dia Mundial da Poesia

No Dia 21 de março foi comemorado o Dia Mundial da Poesia dentro e fora de portas: na ESSMO e pelos restaurantes da cidade,  espalhou-se poesia, tornando este Dia Especial.

Das muitas atividades, as alunas Joana Valada e Matilde Godinho realizaram este vídeo sintetizando o que mais se destacou. A todos um obrigado Professores, alunos) mas em especial, a estas duas alunas pelo trabalho realizado.

terça-feira, 13 de julho de 2021

Pela tua Rica Saúde

No âmbito do projeto de Flexibilidade Curricular e partindo do tema “Pela tua rica saúde”, nos dias 9, 15 e 16 de julho, as sete turmas do 6º ano de escolaridade da Esc. Básica 2/3 D. Nuno Álvares Pereira realizaram um peddy-paper no mais belo cenário natural que Tomar oferece, a Mata Nacional dos Sete Montes.

Esta atividade, em que participaram todas as disciplinas, culminou um conjunto de aprendizagens desenvolvidas ao longo do ano letivo de forma transdisciplinar, desde as Ciências à História, passando pela Educação Física, Português ou Educação Visual, construindo um saber feito de muitas abordagens que se completaram e enriqueceram.


Entre os montes e vales da Mata, os alunos percorreram os diversos postos ao longo do percurso, onde puseram à prova os seus conhecimentos multidisciplinares, numa competição saudável.

Receitas

Sopas e pratos: https://sway.office.com/vqFEcr3NrhMW6FW9?ref=Link

Doces: https://sway.office.com/M2ELZFmAdVIT3ufx?ref=Link


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Pela Tua Rica Saúde - 6º ano