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terça-feira, 25 de novembro de 2025

Métodos Contracetivos

Decorreu, na tarde do passado dia 25 de novembro, uma sessão promovida por antigos alunos desta escola, atualmente a exercer funções como farmacêutica e técnico de farmácia na Farmácia Grave. A iniciativa foi dirigida aos alunos das turmas B, E e F do 12.º ano que frequentam a disciplina de Biologia e teve como tema “Métodos contracetivos”.


Recorde-se que o estudo da contraceção e dos métodos contracetivos integra o programa da disciplina, pelo que esta sessão constituiu uma oportunidade prática e muito próxima da realidade dos estudantes. Os participantes puderam esclarecer dúvidas, colocar questões e solicitar opiniões fundamentadas sobre esta temática, contribuindo para uma compreensão mais informada e responsável do assunto.

sexta-feira, 23 de maio de 2025

Celebrar Abril

“Abril, águas mil”.


Na sua ligação umbilical à Mãe-Natureza, o provérbio ergueu-se. Este ano, cumpriu-se o aforismo. E a Mãe-Natureza curva-se, grata. A Primavera é metamorfose. A Revolução dos Cravos virou do avesso um país anacrónico, tardiamente imperialista, conservador e machista, e projetou-o para a modernidade, sendo lento a expurgar moléstias ancestrais.


O Agrupamento de Escolas Nuno de Santa Maria, o Projeto + Humanidade (do Departamento de Ciências Sociais e Humanas), o Projeto Artes + (do Departamento de Expressões), a Biblioteca Escolar, alunos e professores, de há anos para cá, conjugam-se no sentido de dar a maior importância à valorização dos direitos fundamentais que Abril fez germinar, à liberdade e à democracia. Fazem-no há anos. Ainda em tempos em que mal se vislumbravam, no horizonte, movimentos e líderes populistas e demagógicos, que torpedeiam valores fundamentais, conquistados com sangue, suar e lágrimas.

Na celebração deste acontecimento tão marcante da nossa história recente, no âmbito da cidadania e da valorização de regime democrático, foram realizadas as seguintes atividades:

  • Visita de estudo ao Museu Nacional da Resistência e Liberdade (Forte de Peniche, prisão política do Estado Novo, durante décadas, onde 1661 opositores da ditadura salazarista passaram uma parte das suas vidas…um deles, vinte e um anos), para as turmas do 9.º ano de escolaridade;

  • Exposição de cartazes, elaborados pelo 12.º A, na aplicação canva, em grande formato, no Polivalente, com o título “Ousaram: Não Temeram, Não Tremeram”, homenagem a um conjunto de 25 mulheres, opositoras ao Estado Novo e às quase duas mil que foram presas, impiedosamente torturadas e, algumas, mortas pela PIDE e pela GNR, durante os quarenta e oito anos de ditadura em Portugal, a mais longa da Europa;


  • Exposição de desenhos, elaborados pelo 12.º ano, Turma C, nas disciplinas de Desenho A e Artes Visuais, de cunho neorrealista, inspirados na obra pictórica do dirigente político e opositor ao Estado Novo, Álvaro Cunhal, no Polivalente da ESSMO. A turma utilizou elementos morfológicos da imagem, bem como elementos estruturantes da linguagem plástica. Selecionou como modos de registo: traço, mancha e técnica mista, evidenciando um crescente domínio técnico e intencionalidade expressiva nos trabalhos que realiza. Em paralelo, manifestou um progressivo domínio na aplicação dos conceitos e dos elementos estruturais da linguagem plástica: forma (plano, superfície, textura, estrutura); cor/luz; espaço e volume (profundidade e sugestão da tridimensionalidade); movimento e tempo, escala, ritmo, equilíbrio e estrutura, entre outros; aplicando-os na elaboração de desenhos e de imagens expostas.

  • Visita de estudo ao Museu do Neorrealismo (Vila Franca de Xira) e ao Museu Nacional da Resistência e da Liberdade (Peniche), para as turmas A e B, do 12.º ano, de História A.
  • Exposição, na Biblioteca da ESSMO, de poemas e livros e frases associados à efeméride.
  • Palestra, na Biblioteca Municipal, sob o lema “25 de Abril - Um Tempo Novo para as Mulheres”, com a Bastonária da Ordem dos Advogados, Dr.ª Fernanda de Almeida Pinheiro; a Representante da Ordem na Região Centro, Dr.ª Teresa Letras e a Representante concelhia da Ordem, Dr.ª Fátima Duro. A atividade foi dirigida às turmas do 12.º ano e às turmas A e D, do 9.º ano.




Nota: Esta palestra estava agendada para o dia 29 de abril. O “apagão”, ocorrido no dia anterior, impossibilitou a sua realização na data prevista. As palestrantes, apesar da sua carregada agenda de trabalho, fizeram questão em vir na semana seguinte, a 6 de maio.

A palestra foi presidida pela Diretora do Agrupamento, Dr.ª Celeste de Sousa, que realçou a importância do evento e o seu amplo significado no âmbito do conhecimento e da cidadania. Terminou com um agradecimento às palestrantes, que vieram de longe para partilharem o seu conhecimento e testemunho.

Seguidamente, a Dr.ª Angelina Oliveira, em nome do Projeto + Humanidade, referiu que “na longa travessia do tempo pelos nossos antepassados, a Humanidade e a desumanidade caminharam lado a lado. A parte solar dos nossos antepassados criou a Arte, a Filosofia, a Matemática, o Teatro, a Escola, a Música, os Jogos Olímpicos …. Aristóteles, Marco Aurélio, Bento de Núrsia, os irmãos Limburg, Leonardo da Vinci, Copérnico, Galileu, mas, também, a escravatura, o imperialismo e a brutalidade que lhe são associadas; a Inquisição e as suas desumanas e impiedosas perseguições; a intolerância religiosa e política; a secular submissão da mulher ao homem; os conflitos e guerras em que a Europa se destaca sobremaneira…”.



Mais adiantou que “O propósito do PROJETO + HUMANIDADE não é falar do passado. O principal objetivo é preparar atividades para a comunidade educativa que façam refletir, pensar e ter opinião, baseada no conhecimento, sobre muitos problemas que vêm do passado e permanecem na sociedade e nos tempos em que vivemos.

Este ano juntamos a comemoração do Dia da Mulher com o 25 de Abril. Demos a esta atividade o nome “25 de Abril – Um mundo novo para as mulheres”. Com a Revolução, a sociedade portuguesa passou por uma profunda transformação e, nunca mais, voltaria a ser a mesma. A “maioria silenciosa”, finalmente, conquistou os direitos fundamentais”.


Depois, deu a palavra à aluna Francisca Marques, do 5.º ano, turma C, da EDNAP, que começou a apresentação da palestra e dos motivos para a sua realização.

“Antes do 25 de Abril havia um país que não era igual para mulheres e homens. Eles mandavam, elas obedeciam. Tinham direitos e vidas tão controladas que nem sequer podiam exercer as profissões que queriam. Quando chegou a liberdade, chegou a promessa da igualdade.

As mulheres ganharam voz e o domínio masculino ficou fortemente abalado. O 25 de abril de 1974 trouxe promessas de igualdade de género. As mulheres passaram a ser livres para fazer as suas escolhas e desafiaram as regras. Tornaram-se governantes, juízas, começaram a conduzir camiões e a trabalhar nas obras. Passaram a estar em maioria na universidade e a contar com direitos sexuais e reprodutivos que lhes deram o poder de decidir as suas vidas. Mas, 50 anos depois da Revolução, a paridade ainda é uma realidade distante. As mulheres continuam a ganhar menos do que os homens pelo mesmo trabalho, estão menos representadas no Parlamento e na administração de grandes empresas e também em profissões ligadas à ciência e à tecnologia. Trabalham mais horas, principalmente nas tarefas domésticas e de prestação de cuidados à família e, são vítimas de violência doméstica….

Apesar das muitas conquistas alcançadas, a luta no feminino continua…

Termino com o conceito de feminismo de Emma Watson: Embaixadora da Boa Vontade da ONU Mulheres:

“O feminismo é “a crença de que homens e mulheres devem ter direitos e oportunidades iguais. É a teoria da igualdade dos sexos nos planos político, económico e social. Esses direitos iguais, considero, como sendo direitos humanos”.

Logo após as palavras de Leonor Lopes e de Maria Clara Segorbe, alunas do 12.º A, na apresentação das palestrantes convidadas.


 

“Apesar de subalternizadas, pontapeadas e humilhadas, muitas portuguesas ousaram. Não temeram. Não tremeram. Ao longo dos 48 anos de ditadura. É o que mostrámos, e homenageámos, na exposição que lhes dedicámos, patente no Polivalente da ESSMO.

Durante os 48 anos de ditadura, a mais longa da Europa, a mulher portuguesa não se queria inteligente. Apenas, obediente.

Era isso que o Estado Novo exigia e a comunidade masculina queria. O 25 de abril de 1974 acabou com essa dupla opressão: a política e a social/familiar.

É por isso que estamos aqui, hoje. Para comemorar e lembrar o 25 de Abril e o mundo novo que a Revolução dos Cravos trouxe às mulheres portuguesas, tão bem ilustrada no cartaz “A poesia está na rua”, da pintora Maria Helena Vieira da Silva, exilada em Paris, por ser uma opositora da ditadura.

Estamos aqui para lembrar e homenagear as quase duas mil portuguesas que foram presas e torturadas nas prisões políticas da ditadura salazarista, pela PIDE; as que foram mortas e todas as nossas antepassadas que não puderam conhecer a alegria imensa que é viver em liberdade. E serem consideradas iguais.

As palestrantes, advogadas de profissão, que exercem cargos de grande responsabilidade na Ordem, a nível nacional, regional e concelhio, nas suas comunicações realçaram que a Revolução dos Cravos abriu caminho para a igualdade de género e para a emancipação feminina em diversas áreas.

Antes do 25 de Abril, as mulheres em Portugal viviam sob um regime que limitava severamente os seus direitos e as relegava para um papel secundário na sociedade.

No que diz respeito aos direitos políticos, não podiam votar em igualdade de condições com os homens. O sufrágio feminino foi introduzido gradualmente e com restrições, sendo apenas universal e sem restrições após o 25 de Abril de 1974.


Relativamente aos direitos civis, precisavam da autorização do marido para trabalhar, viajar para o estrangeiro, abrir contas bancárias ou praticar atos comerciais; não podiam exercer certas profissões, como a de juíza, diplomata, militar ou polícia; o divórcio era proibido, exceto em casos de adultério comprovado do marido; no casamento, eram consideradas legalmente inferiores ao marido, que era o "chefe de família".

No campo dois direitos laborais: ganhavam salários inferiores aos dos homens para o mesmo trabalho e enfrentavam discriminação no acesso ao emprego.

No direito da família: a autoridade parental era exercida predominantemente pelo pai e nos direitos sexuais e reprodutivos: a informação e o acesso a métodos contracetivos eram limitados e o aborto era ilegal.

Com a Revolução de Abril e a promulgação da Constituição de 1976, foram consagrados diversos direitos fundamentais que impactaram diretamente a vida das mulheres: igualdade perante a lei: O princípio da igualdade entre homens e mulheres foi estabelecido constitucionalmente, pondo fim a muitas das discriminações legais existentes; o direito ao voto: As mulheres passaram a ter o direito de votar e ser eleitas em todas as eleições, em igualdade de condições com os homens; acesso à educação e ao emprego: foram criadas condições para uma maior igualdade de oportunidades na educação e no mercado de trabalho, permitindo que as mulheres acedessem a profissões que antes lhes eram vedadas; as reformas introduzidas no Código Civil, em 1977 e anos seguintes, eliminaram a figura do "chefe de família", estabeleceram a igualdade entre os cônjuges na gestão familiar e no exercício da autoridade parental, e facilitaram o divórcio; direitos sexuais e reprodutivos: embora a legalização do aborto só tenha ocorrido mais tarde (em 2007, através de referendo), a Revolução dos Cravos abriu caminho para a discussão e a defesa dos direitos das mulheres nesta área, com avanços graduais no acesso à contraceção e à saúde sexual; combate à violência doméstica: a consciencialização sobre a violência contra as mulheres aumentou, levando à criação de legislação e de estruturas de apoio às vítimas.




Em suma, o 25 de Abril trouxe “um mundo para as mulheres”, pois representou um marco crucial na história dos direitos das mulheres em Portugal.

A Revolução desmantelou as estruturas legais e sociais que perpetuavam a desigualdade e abriu caminho para a conquista de uma cidadania plena e para a construção de uma sociedade mais justa e igualitária.

No entanto, apesar dos progressos significativos, a luta pela igualdade de género continua a ser uma realidade em Portugal, com desafios persistentes em áreas como a disparidade salarial (no setor privado) e a representação política e em cargos de liderança.

Na parte final da palestra, os alunos colocaram algumas questões às ilustres palestrantes, criando momentos de interação gratificantes para as partes.

O Projeto + Humanidade, o Projeto Artes +, a Biblioteca Escolar e todos os alunos e professores envolvidos na preparação e execução das atividades proporcionadas à comunidade educativa agradecem o apoio firme e continuado da Direção do Agrupamento.


Um agradecimento, também, à professora Susana Viegas, do Departamento de Expressões, que deu toda a colaboração na formatação dos cartazes, idealizou a estrutura da exposição, colaborou na montagem da mesma e criou o logotipo que a anunciava.

terça-feira, 20 de maio de 2025

Olimpíadas da Economia XII

As Olimpíadas da Economia são uma iniciativa da Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra, que tem como principal objetivo promover o gosto pela ciência económica nos mais jovens.

Foram muitos os envolvidos nestas Olimpíadas

Depois de ter participado na Fase Escolar, fui apurada para a Fase Regional e, posteriormente, para a Fase Nacional, que decorreu na cidade de Coimbra, entre os dias 9 e 11 maio.

Cloé Freitas - representante do AENSM


Durante estes dias, tive a oportunidade de competir com os 73 alunos do ensino secundário, apurados a nível nacional, representando o Agrupamento de Escolas Nuno Santa Maria, nestas Olimpíadas da Economia XII, subordinadas do tema “Economia Internacional”.

A apresentar propostas para a "Economia Internacional"

Também fiquei a conhecer imensas pessoas de diferentes partes do país, criando muitas amizades. Ao longo deste período, através das atividades realizadas, contactei com diferentes pontos de vista e fortaleci diversas competências. Sendo esta, uma experiência extremamente enriquecedora e edificante.


Cloé Freitas, 12ºB2


domingo, 5 de maio de 2024

Sara Ricardo nas XI Olimpíadas da Economia

Nos dias 3, 4 e 5 de maio, teve lugar, em Coimbra, a Fase Nacional das XI Olimpíadas da Economia, organizadas pela Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra (FEUC), na qual participou a aluna Sara da Silva Ricardo, do 12º B, que havia superado, brilhantemente, a Fase Escolar das Olimpíadas, em janeiro, assim como a Fase Regional, em março.


Tendo conseguido integrar o restrito grupo de apurados da Região Centro para a Fase Nacional, a Sara Ricardo representou, dignamente, o Agrupamento de Escolas Nuno de Santa Maria, nas Olimpíadas da Economia deste ano, subordinadas ao tema “Inteligência artificial”.


À chegada a Tomar, a Sara relatou, com entusiasmo, a sua experiência, que classificou como construtiva e enriquecedora, referindo-se às diversas competências que a participação nas várias fases das Olimpíadas de Economia lhe permitiu fortalecer.


Parabéns, Sara!

Mª Isabel Carvalho,
Professora do Grupo 430



quarta-feira, 17 de maio de 2023

Visita de Estudo 12ºA/B/C

No passado dia 12 de maio, a turma de Artes Visuais do 12.ºA2 da ESSMO teve a oportunidade de participar numa visita de estudo à Faculdade de Belas Artes da Universidade de Lisboa. Como alunos de artes, estávamos ansiosos para explorar o ambiente académico e cultural desta instituição.


Ao chegarmos à universidade, fomos, imediatamente, cativados pela arquitetura da mesma. Estávamos no interior de um edifício histórico que exalava elegância e que proporcionava um ambiente inspirador para a educação artística.

Fomos recebidos por uma aluna que nos acompanhou a uma série de espaços fascinantes da universidade. Ficámos impressionados com a diversidade de estilos e técnicas apresentadas nos trabalhos dos alunos, desde pinturas, passando pelas esculturas até às instalações. É evidente que a universidade valorizava a liberdade de expressão artística. Visitámos também algumas salas de aula onde testemunhámos o ambiente de trabalho inspirador em que os alunos exploram a sua criatividade.

No final da visita, saímos da FBAUL com uma sensação de inspiração e admiração. Esta visita à universidade foi, sem dúvida, uma experiência memorável. 

Raquel Rodrigues, 12ºA2 


Na passada sexta-feira, dia 12, os alunos de humanidades do 12ºA1 visitaram as faculdades de Direito e de Letras da Universidade de Lisboa. Com o objetivo de conhecer o ambiente universitário e o espaço físico e social das instituições, tivemos a oportunidade de ser guiados por estudantes das próprias faculdades.


A poucas semanas de acabar o ensino secundário, e a poucos meses da candidatura ao ensino superior, considerámos que as visitas foram ambas muito enriquecedoras. Conseguimos perceber a oferta de cursos de ambas as faculdades visitadas, e ainda conversar com os atuais alunos das mesmas, de modo a obtermos uma perspetiva mais familiar e próxima daquelas que podem ser as nossas opções de faculdade.


Ao final do dia, todos voltámos com os horizontes mais abertos, e as nossas decisões mais formuladas. 

Margarida Vieira 12ºA


Também a turma do 12ºC, diretamente ligada à área das Ciências Socioeconómicas, marcou presença em duas visitas bastante elucidativas e pertinentes.


Numa primeira deslocação ao ISEG, os alunos tiveram a possibilidade de assistir a uma breve apresentação relativa aos cursos da instituição de ensino superior em causa e ainda, de esclarecer as suas dúvidas junto a alguns estudantes da mesma.


Posteriormente, a turma foi igualmente recebida com ânimo e generosidade, desta vez, no ISCTE, onde, antes de lhes terem sido transmitidas as informações mais relevantes, os alunos foram convidados a participar num dinâmico Peddy Paper para que ficassem a conhecer alguns espaços do estabelecimento de ensino.

Terminada mais uma experiência comum, o agrado era evidente e as ideias relacionadas com aquilo que nos espera num futuro não muito longínquo, começavam finalmente a clarificar-se.   

Joana Valada 12ºC

segunda-feira, 9 de março de 2020

Temos campeã!

Margarida Mota, campeã nacional de salto em altura - sub 23



Tem 17 anos, anda no 12ºB da ESSMO e sagrou-se campeã nacional de sub-23 em Salto em Altura, no passado sábado, dia 7, em Braga.
É atleta do União de Tomar, e é mais uma campeã que orgulha a cidade de Tomar e a escola onde passa os dias. Além disso, tem um sorriso encantador.

foto retirada do Facebook do União de Tomar

Com um salto de 1,61m consegiu um título que, segundo a Margarida, "não estava mesmo nada à espera". Na verdade, com 17 anos, ainda tem muitos anos neste escalão e a hipótese de repetir o título passa a ser uma evidente probabilidade. "Se tudo correr bem..." - conclui ela

Quando lhe falo no recorde nacional, ri-se, e encolhidamente comenta "Ainda estou muito longe!"
Mas é por causa desta humildade que eu acho que já não falta assim tanto! Quem pensa assim, costuma chegar muito alto.

E quando lhe pergunto, e para o ano? responde-me com a mesma humildade que me desconcerta: "Se tudo correr bem, irei para Lisboa. A primeira opção é Medicina. Se os exames correrem bem, claro...".

Há pessoas assim; gente que parece que está viciada em fazer bem e em contentar-se apenas com o melhor. Que sorte poder cruzar-me com algumas dessas pessoas na escola onde trabalho!

Pergunto-lhe se é possível conciliar as duas coisas. A Universidade (Medicina) e o desporto ao mais alto nível.
"Não é fácil! Mas eu vou tentar! Não tenho estatuto de 'alto rendimento' - para isso é preciso obter marcas de nível europeu, estar no top10 da Europa!" 
E depois, murmura, como se estivesse a pedir desculpa:
"Ainda não alcancei isso..."
Gosto particularmente do advérbio escolhido: "ainda"

E quando arrisco um pouco mais e lhe pergunto sobre o clube do próximo ano, quando tento saber onde é que a Margarida pensa fazer os treinos diários e muito técnicos que precisa de continuar a fazer, surpreende-me: "Gostava de ficar no União de Tomar. Já recebi algumas proposta, mas o União de Tomar trata-me muito bem e tenho tido todo o apoio de que preciso. Tem resultado! Mas espero contar com a ajuda de alguns colegas que já foram do União de Tomar e que agora estão em Lisboa, como por exemplo o Manuel Dias... Não sei! É uma coisa em que tenho que pensar e falar com os meus pais."


Orgulhosa?

"Sim! Muito. Não estava mesmo nada à espera. Já andava a fazer pódios nos campeonatos de sub-18 e sub-20, mas não estava nada à espera deste título de sub-23!"

E acabamos a falar do Jorge Saldanha, ex-aluno da ESSMO, por acaso meu ex-aluno e que começa a ser recorrente neste artigos. Começa a parecer-me que Tomar tem um grande treinador de atletismo nas camadas jovens, pelos resultados que começam a aparecer... Chama-se Jorge Saldanha e valerá a pena estar atento ao trabalho deste técnico no União de Tomar (ou noutro clube qualquer...)

foto retirada do Facebook de Jorge Saldanha
Para terminar: a ESSMO - porque é a escola onde a Margarida estuda e que, de acordo com esta campeã nacional, nunca lhe criou problemas ou dificuldades quando foi necessário alterar datas de testes ou de apresentações de trabalhos - deve estar orgulhosa e partilhar com esta menina a alegria da sua conquista mais recente.

Mas também a cidade - Tomar - deve reconhecer, valorizar e incentivar estes jovens valores que se vão impondo a nível nacional. São filhos de Tomar e levam o nome da cidade com eles. Bem hajam por isso.


E para ti, Margarida: que o céu seja o limite!
Foi um privilégio...

José Paulo Vasconcelos


quinta-feira, 10 de janeiro de 2019

Parlamento dos Jovens

O programa Parlamento dos Jovens, aprovado pela Resolução n.º 42/2006, de 2 de junho, é uma iniciativa da Assembleia da República, dirigida aos jovens dos 2º e 3º ciclos do ensino básico e do ensino secundário, de escolas do ensino público, privado e cooperativo do Continente, das Regiões Autónomas e dos círculos da Europa e de Fora da Europa. O programa culmina com a realização anual de duas Sessões Nacionais na Assembleia da República.

Vereador Hugo Cristóvão, deputado Hugo Costa e professor José Alho 
Educar para a cidadania, estimular o gosto pela participação cívica e política, promover o debate democrático, incentivar a reflexão e o debate, proporcionar a experiência de participação em processos eleitorais e estimular as capacidades de expressão e argumentação na defesa das ideias, com respeito pelos valores da tolerância e da formação da vontade da maioria, são alguns dos objetivos deste projeto.

Um auditório cheio

Vários alunos do ensino básico [9ºG e 9ºH] e do ensino secundário [10ºA; 10ºE; 10ºF; 11ºD; 11ºF; 12ºA; 12ºB e 12ºF] abraçaram este desafio que, este ano,se debruça sobre o tema "Alterações climáticas".

Lista A - Ens. Básico

Lista B - Ens. Básico
Desde a constituição das listas, elaboração das medidas defendidas, passando por uma sessão de esclarecimento e debate, campanha eleitoral, eleições, apuramento dos deputados à sessão escolar, foram muitas as etapas que ultrapassaram.

Lista A - Ens. Secundário

Lista B - Ens. Secundário
A próxima será a Sessão Distrital, em Santarém, onde os 4 deputados eleitos irão defender o Projeto de Recomendação da Escola.

Álbum de fotos

segunda-feira, 26 de fevereiro de 2018

Vou para a faculdade…e agora?

19 de fevereiro, 11.35, anfiteatro da ESSMO

A Laura, o Mário e o Rafael estudaram no nosso Agrupamento de Escolas.Os três de Humanidades, foram colegas de turma na ESSMO durante o ensino secundário, até 2014, ano em que entraram na Universidade.


O Mário terminou em 2017 a licenciatura em Psicologia, no Instituto Superior Miguel Torga, em Coimbra, onde está a fazer o Mestrado.
O Rafael licenciou-se em Jornalismo e Comunicação na Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra, no mesmo ano, e agora está no Porto, também a frequentar o Mestrado. 
A Laura frequenta o 4º ano do curso de Direito na Universidade de Lisboa. 



Otimistas ( e realistas), realizados nas suas formações e cheios de projetos, vieram mostrar aos próximos candidatos ao ensino superior - os colegas do curso de Humanidades do 11ºA, 12ºA e 12ºB - como é estar na universidade.


Trouxeram fotografias, muita energia e, durante cerca de uma hora, contaram as suas experiências de estudantes: a praxe, os amigos, a autonomia, os professores, as cadeiras, a quantidade de «matéria» que têm de estudar… e o enorme gosto que tiveram e têm pelas opções que fizeram.


Aos três: um enorme OBRIGADO pela vossa presença e pela preciosa partilha de experiências. Voltem sempre!